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Carol Gil diz estar "vivendo um sonho" com a Seleção Feminina

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Zagueira do São Paulo recebeu notícia após o título do Brasileirão Feminino A1

Uma convocação inesperada, mas que representava a realização de um sonho de infância. Para Carol Gil, foi assim que começou a experiência de vestir a camisa da Seleção Brasileira. No dia seguinte à conquista do Brasileirão Feminino A1 pelo São Paulo, a zagueira descansava quando recebeu uma ligação que mudaria sua vida.

- A Cleo [diretora de futebol feminino do São Paulo] estava tentando me ligar desde cedo. Eu acordei com 30 ligações dela e achei que tinha feito algo de errado. Não estava esperando a convocação. Quando ela me disse, comecei a chorar muito e agradecer a Deus, porque esse é o meu sonho desde pequena. Sempre esperei estar aqui, honrar a Seleção. Eu estou vivendo meu sonho - afirmou.

Carol foi convocada para substituir a também zagueira Thais Ferreira, do Corinthians, cortada da lista por apresentar um desconforto limitante no joelho esquerdo. A oportunidade chegou em um momento especial para a defensora, que acabou de conquistar o principal título do futebol feminino brasileiro com a camisa tricolor.

Em entrevista exclusiva à CBF TV, Carol relembrou os primeiros passos no futebol, em uma escolinha de sua cidade natal, Cosmorama, no interior de São Paulo. A busca por uma oportunidade levou a jogadora à Região Sul do país, onde realizou um teste e encontrou no Internacional as portas abertas para seguir o sonho de se tornar atleta profissional.

No Colorado, a zagueira fez toda a sua formação de base e permaneceu até 2023, quando se transferiu para o São Paulo. Anos depois daquela primeira oportunidade, chegou à Seleção Brasileira como campeã nacional e pronta para viver uma nova etapa da carreira.

- Quando eu soube que tinha passado no teste no Internacional, liguei para minha mãe e disse: 'Eu não vou embora, porque é aqui que eu quero ficar. Esse é meu sonho e eu quero realizar' - contou.

Ao longo dessa trajetória, Carol teve ao seu lado pessoas que acreditaram em seu potencial e incentivaram sua caminhada. Por isso, a notícia da convocação foi recebida com a mesma emoção por quem acompanhou de perto cada etapa de sua história. Ao recordar as reações da família e de seu primeiro professor de futebol, a defensora voltou a se emocionar.

- Na hora, liguei para o meu pai e minha mãe e avisei. Eles começaram a chorar. Também liguei para o meu professor lá de Cosmorama, o Márcio. Ele sempre acreditou em mim. Quando eu falei que tinha sido convocada, ele começou a chorar também. Todos choraram de felicidade porque sabiam que esse era o meu sonho de verdade - disse.

A emoção também tomou conta da própria Carol quando chegou o momento de representar o Brasil. Antes do primeiro amistoso contra a Argentina, no Beira-Rio, em Porto Alegre, a imagem da zagueira com os olhos marejados durante a execução do hino nacional traduziu o significado daquele momento. Mais do que uma nova oportunidade profissional, era a concretização de um desejo cultivado desde a infância.