Seleção Feminina conhece seus estádios da Copa do Mundo 2027

FIFA anunciou o calendário do Mundial Feminino, que será sediado no Brasil

Por PEDRO SOBREIRO

Maracanã será o palco da abertura e da final da Copa do Mundo de 2027

A Seleção Brasileira Feminina já sabe onde vai jogar na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina de 2027. Na manhã desta quinta-feira (20), a FIFA revelou o calendário oficial do torneio, que será sediado no Brasil no próximo ano.

Antes do anúncio do calendário, Gianni Infantino, presidente da FIFA, destacou a paixão dos torcedores brasileiros. "Mal podemos esperar para entregar a Copa do Mundo 2027, juntar as melhores jogadoras do mundo com técnicos, fãs e comunidades".

Como país anfitrião, o Brasil é o "cabeça" do grupo A. E a FIFA optou por corrigir um erro imperdoável da Copa do Mundo masculina de 2014, que também aconteceu no Brasil. Na ocasião, a Seleção Brasileira não jogou em sua casa oficial, no Maracanã. A Canarinha só jogaria no Maior do Mundo caso chegasse à final. Como perdeu para a Alemanha na semifinal, passou o mundial inteiro sem jogar no Rio de Janeiro.

Para corrigir o erro, Marta e companhia farão sua estreia no Maracanã. O maior estádio do país sediará a partida de abertura no dia 24 de junho. As adversárias ainda não foram definidas.

Em seguida, no dia 29 de junho, o Brasil viaja a São Paulo, onde jogará na NeoQuímica Arena, estádio familiar para o técnico Arthur Elias e que vem se tornando a casa oficial da Seleção Feminina neste ciclo.

Fechando a fase de grupos, o Brasil vai à capital federal, em 4 de julho, para jogar na Arena Mané Garrincha.

Caminhos possíveis

Se classificar em primeiro lugar no grupo A, a Seleção jogará as oitavas em Fortaleza (Castelão) no dia 10 de julho. Assim as quartas seriam disputadas no Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 16 de julho, com a semifinal acontecendo na NeoQuímica Arena, em São Paulo, no dia 20 de julho.

Se passar em segundo, o Brasil vai jogar as oitavas de final em Belo Horizonte, no dia 11 de julho. As quartas seriam no Castelão, em 17 de julho, e a semifinal no Maracanã, em 21 de julho. Em ambos os casos, a finalíssima é no Maracanã, em 25 de julho.

No total, oito capitais brasileiras receberão as 64 partidas da Copa do Mundo Feminina. Além de Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, as cidades-sede incluem Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza.

Rota promove reencontros e traz trunfos

A escolha do Maracanã como palco da cerimônia de abertura marcará o retorno da Seleção Brasileira a sua casa histórica após 11 anos. A última vez que as Canarinhas jogaram no Maior do Mundo foi nas semifinais das Olimpíadas Rio 2016, quando perdeu para a Suécia. O jogo terminou empatado em 0 a 0, mas o time acabou sendo eliminado nos pênaltis.

No entanto, também foi no Maracanã que a Seleção Feminina viveu um de seus capítulos mais gloriosos: a conquista do ouro no Pan-Americano Rio 2007, no Maraca lotado, com uma goleada por 5 a 0 sobre os Estados Unidos. Agora, 20 anos depois, as Canarinhas terão a possibilidade de repetir o feito, conquistando o inédito título da Copa do Mundo Feminina.

Na última década, porém, foi a NeoQuímica Arena que mais viu o Brasil brilhar. Em meio a disputas judiciais e descasos com o Maracanã, a Seleção Feminina adotou São Paulo como sua segunda casa. Neste período, foram sete jogos diputados por lá, totalizando seis vitórias e apenas uma derrota. Jogar em São Paulo pode ser um trunfo para elas.

Outro estádio presente na fase de grupos do Brasil é o Mané Garricha. Reinaugurado em 2013, o colosso do DF sediou impressionantes nove partidas da Seleção Feminina e nunca viu a Amarelinha perder. Foram sete vitórias e dois empates, além de ter visto as Canarinhas conquistarem duas vezes o Torneio Internacional em seus domínios.

A Diretora Executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027 e gerente de Competições Femininas na CBF, Aline Pellegrino disse que a Copa no Brasil é um marco para o esporte. "Espero que essa Copa seja um divisor de águas para o futebol feminino em toda a américa do sul. Não temos dúvida de que essa copa será épica", afirmou.

Jill Ellis, diretora de Futebol da FIFA e bicampeã mundial, falou da experiência na França, em 2019, e da expectativa para o ano que vem: "Estive no Brasil vivenciando os fãs brasileiros e a América do Sul, o barulho de uma das torcidas mais apaixonadas do mundo, então será incrível. Tenho certeza que vão subir o padrão".