João Fonseca enfrentará adversário inédito em Cincinnati

Tenista brasileiro também precisará se adaptar à quadra

Por Folhapress

João Fonseca segue se destacando no mundo do Tênis

João Fonseca terá dois desafios na terceira rodada do Masters 1000 de Cincinnati, nesta terça-feira (18): adaptação à quadra e um adversário ainda inédito no circuito.

O brasileiro terá pela frente Christopher O'Connell, que avançou após desistência de Casper Ruud por lesão, nome que ele nunca enfrentou anteriormente.

O australiano é o atual 129 do mundo e passou pelo qualifying. "Feliz de enfrentar um tenista diferente. Fazia bastante partida que vinham atletas que eu já havia jogado. Acho legal, uma pena pelo Ruud, um cara muito gente fina, todo mundo tem muito carinho por ele. Desejo melhoras. E o Conor está acostumado com o calor, tanto quanto eu", disse à ESPN.

Fonseca não citou o calor à toa. A sensação térmica durante o torneio tem sido na casa de 32ºC, devido à umidade local, o que já causou problemas em muitos tenistas, como o próprio Ruud e Novak Djokovic. "É uma condição de saúde que tenho e que vem me incomodando nos últimos anos. Ela causa muitos problemas, especialmente quando está úmido e quente. Eu sabia que estaria úmido, mas há todas essas coisas, como o nervosismo e tudo o que envolve uma partida, que tornam a situação pior", disse o sérvio após a derrota para o argentino Thiago Tirante.

João também ainda busca uma melhor adaptação à quadra do Masters 1000 de Cincinnati é em piso duro.

Após a vitória na estreia, na quadra 3, João admitiu dificuldades. "A quadra está bem estranha. Muito rápida, mas, ao mesmo tempo, quando você dá um saque-quique, a bola pula demais. Então, está um pouco difícil. Ainda mais com o Botic, que é um jogador em que dá muito a bola na cruzada de direita, com muito spin, e ela acaba fugindo muito", disse.

Os saques dele, ou deslizavam para a direita e ou acabavam pulando. "Então, perdi um pouco o tempo, mas as quadras são poucas diferentes de treino e jogo. Algumas [são] um pouco mais rápidas, outras mais lentas, mas é adaptação. Se, para mim, está assim, para o adversário também. Consegui fazer um bom jogo, me senti bem em quadra", disse João à ESPN.