Vôlei brasileiro exige teste genético que bane mulheres trans

Por POR pedro sobreiro

Tiffany, do Osasco, poderá ser a principal afetada pela decisão da CBV

A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) anunciou, na sexta (14), que passará a limitar as competições femininas exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino. A decisão terá impacto na jogadora Tifanny Abreu, uma mulher trans que atua no Osasco São Cristóvão Saúde e que fez muito sucesso na Superliga feminina de vôlei. A decisão alinha o vôlei brasileiro às regras do COI (Comitê Olímpico Internacional) e da FIVB (Federação Internacional de Voleibol). A confederação informou que o objetivo é garantir que os critérios nacionais sejam os mesmos adotados internacionalmente. A comprovação do sexo biológico feminino será feita por testes do gene SRY. A avaliação ocorrerá por meio de triagem genética, permitindo exceções apenas em casos específicos previstos na nova política.