A importância paterna no desenvolvimento do

Reunida no Rio por conta do SLS Rio Takeover, nata do skate mundial revelou emoções de competir no Dia dos Pais

Por

Gabi Mazetto, Giovanni Vianna, Rayssa Leal e Cordano Russell concederam uma entrevista coletiva no CCBB-RJ, antes da realização do SLS Rio Takeover

Neste domingo (9), a Liga Internacional de Skate Street (SLS) realizou a primeira prova de skate da história do Maracanãzinho. Os cariocas encheram o ginásio lendário para prestigiar alguns dos maiores nomes da modalidade do momento em pleno dia dos pais.

Parte importante da campanha do SLS Rio Takeover foi justamente promover a união familiar nas arquibancadas do ginásio, mostrando que os valores do skate podem - e devem - ser transmitidos para o cotidiano dos torcedores.

Na sexta (7), a convite da SLS, o Correio da Manhã compareceu à coletiva de lançamento da etapa, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), para falar com os astros do torneio: as brasileiras Rayssa Leal, Gabi Mazetto e Giovanni Vianna, além do canadense Cordano Russell.

À reportagem, os atletas disseram estar felizes pela prova ser realizada no dia dos pais e compartilharam a importância que seus próprios pais tiveram em suas carreiras.

Giovanni foi o que mais se emocionou. O skatista sempre faz questão de valorizar muito o apoio que recebeu do pai, Valcir, como parte fundamental do sucesso de sua carreira e comparou o Rio Takeover com uma partida de futebol.

"É algo muito especial [ver pais e filhos na arquibancada]. Acho que cria um elo familiar pelo esporte. Sabe quando você leva sua criança para um jogo de futebol? Que ela sente aquela energia da torcida e se conecta com o time? E eu acho que é por aí. O pai vai levar a criança, ou a criança vai levar o pai para se conectar com o ambiente, com o esporte, com os valores. Eu acho que é um caminho sem volta. Quando você está ali, naquele meio, é impossível não se apaixonar pelo skate. Então é muito especial estar competindo nesse contexto. A gente quer dar o nosso melhor porque sabe que nossos pais vão estar sempre felizes com isso, né?", disse.

Quem também compartilhou o sentimento foi Rayssa Leal. A Fadinha disse estar feliz por conseguir impactar gerações com o skate.

"Meus pais, principalmente o meu pai, sempre foram muito presentes no meu início no skate, né? Nas minhas primeiras viagens, meus pais fizeram de tudo para poder viajar. Eles sempre apreciaram e acreditaram muito no meu sonho. Eu espero que os pais, as crianças e todo mundo que for ao Maracanãzinho se divirta e que seja especial. Se normalmente tem um jogo de futebol especial no Dia dos Pais, o pai leva o filho para assistir ao jogo... Nesse domingo vai ser um pouco diferente, porque vai levar o filho para assistir skate e vai perceber que pode ser muito irado também", afirmou a Fadinha.

Por fim, Cordano Russell disse que já se sente um pouco brasileiro, porque é sempre bem recebido por aqui e vem arriscando algumas frases em português que aprendeu em horas de Duolingo. A sensação de estar em casa é tão presente que ele trouxe o próprio pai para a coletiva e, diante dele, fez questão de ressaltar a parceria.

"Meu pai esteve comigo em uma parte fundamental da minha jornada. Sabe, o meu pai esteve sempre envolvido, me incentivando a ser melhor. Não importava o quão difícil fosse o momento. Nós dois não tínhamos essa vivência do skate, nós não sabíamos qual era o processo para ser um skatista profissional. Se era competição, se era prova de rua... a gente não sabia de nada. As decisões que tomávamos eram baseadas em muito trabalho, perseverança e o resto deixávamos nas mãos de Deus. Sinceramente, tem sido um processo louco, mas tendo o apoio do meu pai, tudo fica melhor. Sabe, nada na vida é fácil, e quando se trata do nosso relacionamento, nós passamos por muita coisa, é claro. Mas chegamos ao ponto de que, hoje, nós podemos viajar pelo mundo juntos, e isso é o mais incrível dessa jornada", afirmou o canadense.