Avanço argentino aumenta torcida pela França no Brasil

Risco de novo título da Argentina poderá unir antigos rivais na Copa

Por PEDRO SOBREIRO

França enfrenta o Marrocos pelas quartas de final da Copa às 17h desta quinta (9)

Ao longo da história, pouquíssimos países traumatizaram tanto o povo brasileiro quanto a França. Foram duas eliminações sofridas e um vice-campeonato que deixaram profunda mágoa nos torcedores e criaram crises em diferentes épocas.

O primeiro grande trauma foi em 1986, na segunda Copa do México, quando Brasil e França empataram em 1 a 1, no Estádio Jalisco, pelas quartas de final. O jogo ficou marcado por um pênalti perdido por Zico ainda no segundo tempo. Com o empate, o jogo foi para os pênaltis. Sócrates e Júlio Cesar perderam, a França venceu por 4 a 3 e Platini entrou para a lista de carrascos brasileiros.

Em 1998, foi a vez de Zinedine Zidane acabar com o sonho brasileiro. E dessa vez foi na final. Após uma Copa espetacular, a Seleção Brasileira chegou à finalíssima no Stade de France, em Saint-Denis, na própria França. Em meio às polêmicas sobre a escalação ou não de Ronaldo para o jogo, quem brilhou mesmo foi Zidane. O craque francês acabou com o time de Zagallo, tendo marcado 2 dos 3 gols do 3 a 0, e demonstrando uma das maiores atuações individuais da história de uma partida de Copa do Mundo.

Por fim, em 2006, foi a vez de Thierry Henry entrar na lista de vilões. Nas quartas de final da Copa na Alemanha, o Brasil 'All Stars' de Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e Robinho, foi eliminado com outra atuação de gala de Zidane, com gol do carismático Henry.

Agora, porém, com a derrocada da Seleção Brasileira, o time da França vem deixando de lado esse papel de vilão para adotar, mesmo que a contragosto, um papel de anti-herói para os brasileiros. Isso porque a Argentina vive uma era de ouro e está se aproximando dos títulos brasileiros. Com a conquista do Tri em 2022, em partida histórica contra a França, a Argentina vive o sonho do Tetra nos Estados Unidos. E para complicar ainda mais a situação brasileira, a próxima Copa terá jogos na Argentina. Ou seja, existe um risco real do pentacampeonato argentino em 2030, caso vença este Mundial.

Neste cenário, a possibilidade do Tri da França nos Estados Unidos deixa de ser um medo para os brasileiros e começa a se transformar em esperança. Se o remédio para deter Lionel Messi for o 'Pequeno Fenômeno' Kylian Mbappé... Allez les Bleus!