Na raça, Brasil vence Japão e vai às oitavas de final da Copa

Vitória de virada por 2 a 1 provou que a Seleção está forte rumo ao hexa

Por Marcelo Perillier

Jogadores celebram o gol da virada, de Martinelli

Não há tecnologia que supera a raça e a garra do brasileiro. Quem estava confiando no economista alemão Joachim Klement, que previu derrota da Seleção para o Japão, deve, agora, começar a acreditar que o hexa pode estar a caminho. Já para quem acredita na fé, continua assim, pois, se Brasil jogou sob as bênçãos de Santo Antônio e São João, não seria São Pedro que iria fazer mais de 200 milhões de pessoas desacreditarem na sexta estrela. Em um jogo muito equilibrado, com a Seleção tendo dificuldades para furar a defesa japonesa, o fator camisa falou mais alto. Um 2 a 1 sofrido e construído nos últimos lances dos 90 minutos do tempo regulamentar. Mas foi uma vitóira para mostrar que o Brasil está confiante nesta Copa e que o grupo, fechado e bem coeso. O ruim foi a lesão de Paquetá, que pode fazer com que Acelotti venha a mexer no desenho tático do time. Se for mesmo Endrick o substituto do camisa 20, teremos uma equipe mais rápida e veloz em campo, contra Noruega ou Costa do Marfim.

Mais do que vencer o Japão e ir para as oitavas de final, a Seleção manteve a escrita de nunca perder para uma equipe asiática em Copas do Mundo. São cinco jogos, com cinco vitórias. E, por incrível que pareça, dois trifunfos contra os japoneses, ambos saindo atrás do marcador.

O jogo

O Brasil começou pressionando o Japão, mas, aos poucos, o país asiático fora explorando os erros da Seleção e se lançando ao ataque, com boa movimentação de bola e toques rápidos e precisos. Com, pelo menos, cinco finalizações em 30 minutos de jogo, o gol parecia mais próximo para a Canarinho. Só parecia. Numa virada de bola de Danilo, que, se fosse certeira, iria pegar o Japão desprevinido, provocou o gol deles. O passe não foi perfeito e Sano foi avançando do meio de campo para a intermediária. Casemiro, que já tinha sido amarelado, não quis fazer outra falta e Gabriel Magalhães também não quis fazer o combate. Resultado: Japão 1 a 0, num chute bem colocado.

No intervalo, Paquetá sentiu e Martinelli entrou. O Brasil voltou mais veloz e pressionando o Japão, que, ficou mais recuado, esperando os contra-ataques. De tanto insistir, o gol saiu, numa boa trama entre Gabriel Magalhães e Vini Jr, com cruzamento para Casemiro, no segundo pau, cabecear e empatar aos 11 do segundo tempo. A partir daí, foi pressão da Seleção em busca da virada, que veio no apagar das luzes, num bom chute de Martinelli.