Ancelotti em dúvida no time contra a Escócia

Cinco jogadores brigam pela vaga de Raphinha, machucado

Por Marcelo Perillier

Neymar é opção para o segundo tempo contra Escócia

Cinco jogadores despontam para a vaga deixada por Raphinha, que se lesionou contra o Haiti: eles Luiz Henrique, Rayan, Martinelli, Endrick e Igor Thiago. Um deles estará em campo contra a Escócia, na quarta-feira (24), dia de São João, em Miami, às 19h, de Brasília.

Quando Raphinha se machucou, o técnico italiano pôs o jovem Rayan, de 19 anos, para dar mais velocidade ao ataque e abrir a defesa do Haiti. Contra a Escócia, porém, o esquema deve ser outro: de uma defesa mais postada, em duas linhas de quatro jogadores, bem ao estilo inglês.

Por isso, a tendência maior é de que o petropolitano Luiz Henrique assuma a vaga, mas Ancelotti pode surpreender com um jogador mais veloz, ou mesmo por dois centroavantes em campo.

Optar por Martinelli, por exemplo, dará mais velocidade ao ataque, só que com mais possibilidade de bolas longas e com amplitude. Com Rayan, será um jogo de mais triangulação e passes rápidos. Sendo Igor Thiago ou Endrick, há chance de Matheus Cunha jogar flutuando mais, com um dois dois mais centralizados na área.

Como grande parte dos treinos são fechados para a imprensa, pode ser que Ancelotti mantenha a mesma estrutura tática da equipe ou surpreenda com alguma escolha ousada.

Neymar no banco

Para aqueles que acham Neymar como substituto, ainda não será a hora do camisa 10. Recuperado de uma lesão na panturrilha e já treinando com o grupo, ele ficará no banco como opção para o decorrer da partida.

Não por menos, pode ser uma boa alternativa caso o primeiro tempo termine em 0 a 0, para atrair a marcação e deixar os companheiros livres para trocas de bolas ou mesmo oportunidades de gol.

Gol, aliás, é algo que o Brasil precisa se preocupar. Vencer de 3 a 0 do Haiti pode ter sido bom, mas é um placar baixo. Se Marrocos fizer 4, por exemplo, fica à frente do Brasil, pelo saldo de gols, segundo critério de desempate. Por isso, vencer a Escócia bem e, principalmente, não ser vazado, pode ser muito bom para ficar em primeiro lugar do grupo e escapar de uma Holanda (ou Países Baixos) na primeira rodada do mata-mata.

Fair play

Não tomar cartões também é um fator que precisa ficar em alerta, pois critério de desempate pode definir uma classificação no grupo. Assim, mais do que se preocupar com a defesa, não fazer faltas duras pode ser essencial durante o jogo.