Parreira segue estável na UTI, em tratamento de inflamação pulmonar
Por Marcelo Perillier
O técnico multicampeão Carlos Alberto Parreira está em situação grave, com inflamação pulmonar, e respira com ajuda de aparelhos, segundo o boletim divulgado pelo Hospital Samaritano, da Barra da Tijuca, do Rio de Janeiro, onde ele está internado. Mesmo estável, ele segue na UTI, ainda sem previsão para ir ao quarto. Em 2024, Parreira fez quimioterapia para tratamento de um linfoma de Hodgkin.
Parreira fez parte das comissões técnicas do tricampeonato na Copa de 1970, como auxiliar técnico; de 1994 e 2006, como treinador; e de 2014, como coordenador-técnico. Ele também dirigiu as seleções do Kwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, África do Sul e Gana.
Em relação a clubes, treinou Fluminense, Corinthians, Bragantino, Internacional, Atlético Mineiro e Santos no Brasil, além de Valência (Espanha), Fenerbahçe (Turquia) e New York MetroStars (Estados Unidos). No Tricolor das Laranjeiras, clube do coração, participou de várias campanhas históricas, inclusive a mais trágica da equipe: a Série C do Brasileirão, em 1999, na qual levou o time ao título.
O mundo do futebol está apreensivo com o estado de saúde do ex-treinador, visto que ela comandou várias gerações não apenas da Seleção, como de clubes, fazendo com que várias equipes se solidarizem com a família, emitindo notas de recuperação a Parreira nas redes sociais.
Para este repórter, em especial, Parreira tem uma relação bem amistosa, pois era preparador físico do Fluminense — tem formação acadêmica em Educação Física — na época em que o meu pai, Peri, era goleiro da base do clube. Tanto que em todos os eventos do Fluminense em que os dois se encontravam, sentavam na mesma mesa e conversavam bastante sobre a vida, a família e contavam boas histórias da época que estavam no Tricolor.