Parada de hidratação na Copa divide opiniões do público
Alguns torcedores vaiaram a medida, que também divide jogadores e treinadores
Por Marcelo Perillier
Algo que vem chamando a atenção dos espectadores nesta Copa do Mundo: a pausa para a hidratação. Enquanto alguns consideram que isso é benéfico para os jogadores, outros acreditam que isso pode atrapalhar as equipes. Instituido já no Brasil no verão, a medida foi tomada no evento, diante do forte calor na América do Norte nesta época do ano, com temperaturas na casa dos 40 graus, em algumas ocasiões.
O tempo de paralisação acontece normalmente nos 22 minutos de cada tempo, fazendo com que a partida tenha "quatro" tempos de 20 minutos, mais o intervalo habitual de 20 minutos entre o primeiro e o segundo tempo.
A decisão, porém, não foi unânime entre os atletas e treinadores. Alguns acham que isso pode atrapalhar uma equipe e ajudar outra, como no caso de Alemanha e Curação, em que a parada aconteceu logo após o gol do time caribenho. Outros, contudo, consideram que pode ser útil para fazer ajustes e motivar os atletas.
Para as emissoras, vira uma faca de dois gumes, já que a FIFA liberou inserções curtas no período de três minutos, com a tolerância de voltar ao jogo 30 segundos antes dele reiniciar. Para a entidade, isso foi uma forma de ganhar mais verba publicitária.
E para os torcedores? Bem, fica a questão. Quem está no estádio não tem muito o que fazer, a não ser olhar para o celular e conversar. Para quem está em casa, pode ser ótimo para ir ao banheiro, fazer uma ligação rápida ou mesmo resolver uma questão que não demore muito tempo. Mas, há quem não considere isso bom em todos o jogos e que deveria ter um limite mínimo de temperatura para dar a parada de hidratação.
No duelo entre Noruega e Iraque, em Boston, a temperatura durante a partida estava em 23 graus e, mesmo assim, ouve a paralisação. Os torcedores vaiaram a atitude. No confronto entre Inglaterra e Croácia, os torcedores das duas seleções vaiaram o tempo todo, nos dois intervalos, criticando tal medida. Em Toronto, no Canadá, cidade que é bem quente no verão, mas nos meses de julho e agosto, principalmente, quem estava vendo Gana e Panamá tambem emitiu gestos de desagrado ao tempo técnico.
Por mais que a ciência diga que a medida é saudável para o corpo humano e para o bem-estar dos jogadores, ela não está sendo bem quista pelo público. Assim, gostando ou não, as paradas vão acontecer até 19 de julho, quando acontece a grande final da Copa do Mundo, em Nova Jersey. Até lá, muitos torcedores podem vaiar, reclamar e criticar. Jogadores e técnicos podem ter boas oportunidades de descansar, motivar e passar instruções uns aos outros.