Estudo revela o perfil de torcedores que vão ao Mundial

Viajantes que vão acompanhar o Brasil na Copa estão na casa dos 40

Por Por Pedro Sobreiro

Homens entre os 40 e 49 anos representam maioria na torcida

Se para os jogadores é dificil ir para a Copa do Mundo, para os torcedores, o desafio costuma ser ainda maior. Viajar para uma Copa do Mundo não é fácil e exige planjamento, organização e muita força de vontade. Com a proximidade do Mundial 2026, a Omint seguros fez um levantamento para tentar identificar e compreender qual é o perfil dos torcedores brasileiros que vão à Copa do Mundo.

Longe do estereótipo do torcedor jovem, o perfil dos brasileiros que viajam para acompanhar o principal torneio mundial de futebol é predominantemente composto por público acima dos 40 anos. O levantamento foi feito com base nas emissões de seguro viagem durante a edição de 2022, disputada no Qatar, e mostra que pessoas entre os 40 e os 49 anos concentram a maior parte dos embarques, representando 22% das emissões no período. O público também se mostra bastante equilibrado na questão do gênero. Os homens são maioria, com 52%, mas as mulheres não ficam muito atrás, já que representam 48% dos torcedores brasileiros que embarcam rumo ao sonho do hexa.

Na sequência do ranking aparecem viajantes entre 60 e 69 anos, que representam 18% das emissões, seguidos pelas faixas de 50 e 59 anos (17%) e de 30 a 39 anos (15%). O levantamento também aponta participação relevante de públicos mais seniores: pessoas entre 70 e 79 anos correspondem a 8%, mesmo percentual observado entre viajantes de 20 a 29 anos. Já o grupo de 0 a 19 anos representa 11% das emissões, o que mostra que a Copa também é um programa familiar.

Planejamento financeiro

A predominância de faixas etárias mais elevadas está diretamente ligada ao perfil desse tipo de viagem, que exige maior organização e disponibilidade financeira.

"Viagens associadas a grandes eventos esportivos internacionais costumam envolver custos mais elevados, planejamento antecipado e uma logística mais complexa. Isso faz com que o público seja, em geral, mais velho, com maior previsibilidade financeira e capacidade de se programar com antecedência", afirma Anna Angotti, gerente de vendas de seguro de vida e viagem da Omint Seguros.

Segundo a executiva, o levantamento também reforça o caráter multigeracional desse tipo de experiência. "Apesar da concentração nas faixas acima dos 40 anos, vemos uma composição bastante diversa, com diferentes gerações viajando juntas. É uma experiência que vai além do turismo tradicional".

A expectativa é que esse perfil se mantenha nos próximos torneios, especialmente em um cenário de viagens mais complexas, com jogos distribuídos em diferentes países. Na edição de 2026, serão 104 jogos realizados nos Estados Unidos, México e Canadá.