Canadá usa lei local para impedir "cambismo" chancelado pela FIFA

Plataforma de revendas oficiais da FIFA não poderá cobrar valores maiores que os preços originais dos ingressos para jogos no Toronto Stadium

Por PEDRO SOBREIRO

Gianni Infantino sofreu nova derrota, dessa vez pela lei canadense

Que os ingressos para os jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 estão caríssimos todos já sabem. Porém, em meio a tantas polêmicas referentes a essa edição do torneio, talvez a mais absurda delas tenha perdido um pouco de peso diante das ameaças de guerra e afins, que é a oficialização do cambismo pela FIFA.

Diferentemente de outras edições do torneio, em que a plataforma oficial da FIFA para revenda de ingressos impedia que torcedores pedissem valores superiores aos que pagaram para revenderem seus ingressos, a edição 2026 não impôs limites aos preços em sua plataforma de 'resale'. Oficializaram o cambismo.

A situação é ridícula em um ponto que há ingressos para a estreia do Brasil contra o Marrocos, em Nova Jérsei, por valores superiores a R$ 50 mil. Cambistas ao redor do mundo compraram o máximo de ingressos que puderam para revenderem a torcedores apaixonados por valores estratosféricos. Porém, o governo do Canadá deu um 'puxão de orelha' na FIFA.

Diante desta situação ridícula, o governo canadense acionou a FIFA com a Lei de Venda de Ingressos de Ontário, que combate o cambismo ao impedir que ingressos sejam revendidos por valores maiores que o preço original. A FIFA teve de acatar a decisão muito a contragosto, já que ela 'herda' uma porcentagem na transferência de tickets.

A FIFA anunciou que os detentores de ingressos para jogos em Toronto não poderão revendê-los por valores acima dos originais. Nem mesmo se tiverem comprado por um valor absurdo anteriormente. Infelizmente, a medida só é aplicada para o estádio de Toronto, mas explicita o vexame da organização desta edição de Copa do Mundo.