Cruzamentos viram um pesadelo para o Flamengo
Defesa de Leonardo Jardim vem sofrendo com bolas aéreas
Os dois gols sofridos de cruzamento que fizeram o Flamengo deixar escapar a vitória sobre o Vasco e, consequentemente, a possibilidade de encurtar a distância para o líder Palmeiras, não foram casos isolados. Na era Leonardo Jardim, isso tem se tornado um tormento para a defesa.
A situação se agravou recentemente. Nos quatro últimos jogos, o Rubro-Negro sofreu quatro gols desta forma, sendo dois contra o Vasco, um diante do Estudiantes e um contra o Vitória. Diante do Atlético-MG o Fla não foi vazado.
No total, quase metade dos gols sofridos pelo técnico português foram oriundos de cruzamentos. Dos 11 até aqui, cinco aconteceram assim, sendo dois de escanteio e três de bola rolando.
Contra o Vasco, foi um gol de escanteio da esquerda e outro de cruzamento da direita. Contra o Estudiantes, o gol de empate veio de cruzamento da direita. No triunfo por 2 x 1 sobre o Vitória, o gol veio de cruzamento da esquerda, enquanto o passeio do Red Bull Bragantino, que venceu por 3 x 0, teve um gol de escanteio da direita.
Após o empate por 2 a 2, Renato Gaúcho, técnico do Vasco, deixou claro que a deficiência defensiva do Flamengo foi notada e trabalhada por sua comissão técnica nos dias que antecederam o clássico. Segundo o comandante vascaíno, o gol de Robert Renan via escanteio foi treinado.
"O primeiro gol foi bastante treinado. Sabíamos que o Flamengo está tomando alguns gols naquele setor. Hoje, não batemos escanteio curto, botamos a bola na área justamente onde o Robert fez o gol. Sabíamos que podíamos tirar proveito e tiramos. E depois na bola aérea de novo com o Cuesta. Falo para eles, coloquem a bola na área que lá tudo acontece", disse Renato Gaúcho, treinador cruzmaltino.
Pelo lado do Flamengo, o técnico Leonardo Jardim admitiu o problema e afirmou que o time facilitou esse tipo de jogada para o Vasco da Gama.
"Não esperamos que a bola entre na área, tentamos sempre evitar. Até facilitamos esse tipo de jogo de cruzamento, não reduzimos e não fomos agressivos nos corredores. O jogo tem várias fases. A primeira fase é: se tivermos a bola, a bola controlada, o adversário não vai jogar. Segunda fase: quando o jogador adversário tem esse tipo de lance, temos que eliminar na origem. A gente quer ganhar os duelos, mas eles têm jogadores fortes, a gente não joga contra anões. Muitas vezes jogadores menos dotados tecnicamente têm a valência da agressividade e dos duelos. Os duelos são a parte final da situação", afirmou incontente o treinador rubro-negro.