Zico fala sobre seu novo filme
Longa quer transformar os cinemas em arquibancada
Esta quinta-feira (30) marca a estreia de 'Zico - O Samurai de Quintino' nos cinemas nacionais. Dirigido por João Wainer, o documentário conta a história do eterno camisa 10 do Flamengo por meio das lembranças do craque, da esposa do Galinho e outros personagens que viveram bem de perto toda a carreira do menino que virou entidade na Gávea.
A convite da produção, o Correio da Manhã conversou com o próprio Zico durante o evento de lançamento do filme, em um cinema na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
Na conversa, Zico falou que rever sua vida em tela mostrou que todas as etapas vividas foram importantes para seu sucesso.
"Olha, acho não tive um momento mais marcante não, viu? A gente valoriza cada etapa, com seus aspectos. Cada etapa traz um pouco do que eu vivi, já começando pela dificuldade que tive no começo, quando muitas pessoas do Flamengo não acreditavam muito que eu poderia me tornar um jogador de futebol. Eu era desdentado, raquítico, magrinho e tal, e você ficar ouvindo aquilo tudo a seu respeito não era fácil. Então, tive que saber lidar e decidir que era aquilo mesmo que eu queria. Então, conseguir superar, seguir em frente e não me deixar levar por aquilo tudo foi muito importante. Tive a felicidade de ter na minha família três irmãos profissionais de futebol, e isso me deu uma uma experiência muito grande que poucos profissionais conseguem, que é ver de perto tudo que acontece no meio do futebol, dentro e fora do campo. Esse filme fala dos meus ótimos momentos como jogador, mas também aborda momentos de muita dificuldade, momentos ruins, de insegurança e incerteza. Não escondemos nada do que aconteceu na minha vida", contou o Galinho de Quintino.
Ao longo da conversa, Zico também defendeu o filme como uma forma de valorizar o Brasil.
"A geração atual gosta muito dos craques do futebol europeu, mas é importante valorizar o futebol brasileiro, a nossa história. A gente tem o melhor jogador da história, que é o Pelé. Pense em não dar valor ao Rei por conta do futebol moderno? Nessas brincadeiras que fazem de montar o jogador perfeito, acho perda de tempo. O jogador perfeito existiu, e se chama Pelé. E o filme mostra um pouco de como era o jogo naquela época", comentou.
Por fim, Zico disse que sua passagem pelo Japão, retratada em imagens inéditas no filme, deixam uma boa lição para a nova geração.
Uma novidade anunciada pela produção é que espectadores que forem ver o filme no cinema com a camisa do Flamengo, durante esta semana de lançamento, terão 50% de desconto no ingresso.