Clubes e CBF debatem a criação de liga brasileira
Dirigentes aprovaram o início das discussões pela liga de futebol
Dirigentes de clubes das Séries A e B enalteceram a CBF por realizar a reunião inaugural para iniciar a discussão sobre a criação da Liga do Futebol do Brasil. O evento, realizado no Rio de Janeiro, reuniu representantes das equipes e das federações estaduais e apresentou dados comparativos com os principais campeonatos nacionais do mundo para reforçar o quanto o futebol brasileiro ainda pode evoluir.
A CBF considera que, antes de começar as tratativas sobre, por exemplo, governança, regulamento e distribuição de receitas, é necessário tratar da melhoria do produto 'futebol brasileiro' e ressalta que "a liga tem que ter o protagonismo dos clubes". Este processo envolve oferecer condições mais atrativas para que torcedores, clubes, patrocinadores e imprensa consumam ainda mais o esporte mais popular do país.
"A reunião foi fundamental porque trouxemos uma estratégia de comunicação e de como vamos criar a nossa liga. E antes de falarmos em como vender e estruturar uma liga, primeiro precisamos falar do produto que é entregue aos nossos torcedores. Um grupo de nove diretores estudou várias dimensões do futebol, do produto Brasileirão que a gente faz, e trouxemos aqui vários elementos para que a gente possa, nos próximos meses, evoluir na construção de um produto melhor", destacou Helder Melillo, diretor executivo da CBF.
"A gente acredita que a liga tem que ter o protagonismo dos clubes. A CBF se coloca aqui no papel de coordenadora, no papel de intervir na atuação dos clubes e de mediadora. Trouxemos várias sugestões de encaminhamento e propostas de estratégia, mas tudo será deliberado pelos clubes", completou.
No evento, a CBF apresentou estudos conduzidos desde os primeiros meses da atual gestão para mostrar todo o potencial inexplorado do futebol brasileiro, cuja primeira divisão nacional, apesar disso, é a sexta liga mais valiosa do mundo. A análise foi aprofundada a partir da imersão internacional na Europa, em janeiro, em que a comitiva brasileira conheceu conceitos, modelos de governança e estratégias das ligas e federações de Inglaterra, Alemanha e Espanha para temas como fair play financeiro, tecnologia e profissionalização da arbitragem.
Comparou-se diferentes questões estruturantes do Brasileirão com os principais campeonatos nacionais do mundo e percebeu-se as áreas em que no Brasil ainda carecem de melhorias: calendário, tempo de jogo, estádio (público, segurança e infraestrutura), transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, êxodo de jovens talentos, governança do regulamento e situação financeira dos clubes.