Arsenal vence o Corinthians na final da Copa dos Campeões feminina

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As Brabas, como são conhecidas as jogadoras de futebol do Corinthians, resistiram o máximo que puderam. A equipe, que dominou o futebol feminino sul-americano nos últimos dez anos, chegou de forma surpreendente à final da Copa dos Campeões feminina da FIFA, disputada neste domingo (1º), mas acabou derrotada pelo Arsenal, potência da modalidade e favorito na decisão.

Não sem resistir com toda a bravura. O time foi fortemente pressionado durante todo o jogo e, apesar de ter ficado atrás no placar duas vezes no tempo regular, buscou um empate improvável nos acréscimos, em uma cobrança de pênalti, e forçou a prorrogação.

A partida terminou com o placar de 3 a 2, com gols de Olivia Smith, Wubben-Moy e Foord, pelo Arsenal, e Gabi Zanotti e Vic Albuquerque, pelo Corinthians.

O Arsenal controlou a posse de bola ao longo de toda a partida e deixou o Corinthians com pouco espaço. O clube britânico abriu o placar aos 14 minutos, e a Brabas reagiram logo. Aos 20 minutos, Gabi Zanotti, em um lance confuso, cabeceou uma bola de escanteio e empatou para o Corinthians.

A equipe, exibindo dificuldades físicas, sofreu mais um gol do Arsenal aos 12 minutos do segundo tempo, que parecia selar o resultado da decisão -até que, em um pênalti nos últimos minutos antes do fim da partida, o Corinthians empatou em 2 a 2 e empurrou a final para a prorrogação, levando a torcida brasileira no estádio de Londres ao delírio.

A comemoração, porém, durou pouco. Aos 13 minutos da prorrogação, o Arsenal marcou o gol que decidiu o desfecho da final.

Primeira competição feminina mundial de futebol, o torneio segue os moldes da Copa Intercontinental masculina, em que participam os vencedores de cada continente. Os prognósticos apontavam para uma final provável entre os representantes das duas ligas mais fortes do mundo, a europeia e a norte-americana.

As atletas do Corinthians não se abateram pela condição de zebra do clube. Nas semifinais, conseguiram uma vitória suada sobre o Gotham FC, dos Estados Unidos, e chegaram à decisão buscando mostrar que tinham condições de competir com uma das maiores equipes da modalidade.

Mas a decisão em Londres mostrou o peso da estrutura do futebol feminino e dos investimentos dos clubes da Europa -e a distância com a realidade brasileira.

De acordo com um relatório da consultoria Deloitte, 14 dos 15 clubes de futebol feminino com maior faturamento do mundo são europeus -a exceção é o japonês Sanfrecce Hiroshima Regina, na 14ª colocação. Na temporada 2024/25, os 15 clubes geraram uma receita total de EUR 158 milhões (R$ 980 milhões), o que representa um crescimento de 35% em relação à temporada anterior.

Por Eduardo Sombini (Folhapress)