Campeonato Estadual de Tocantins começa a ser definido

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O último campeão do futebol profissional brasileiro na temporada começou a ser definido neste sábado (27). Jogando no estádio Mirandão, o Araguaína derrotou o Tocantinópolis pelo placar de 2 a 1, na primeira partida da final do Campeonato Tocantinense. Agora as equipes voltam a medir forças, a partir das 16h (horário de Brasília) da próxima terça-feira (30) no Estádio Ribeirão, em Tocantinópolis, para definir quem fica com o troféu da competição.

Entenda o caso

A confusão que levou o Estadual, iniciado em 4 de fevereiro, a ser finalizado quase em 2026, começou em 1º de março, na vitória do União Araguainense com o Araguaína, por 2 a 0, no Mirandão, pela quinta rodada. Na ocasião, o zagueiro Sheik, do time ganhador, recebeu um cartão amarelo aos 45 minutos da etapa final. A punição consta no campo "advertências" da súmula do jogo, mas não aparece no registro "comunicação de penalidades" do mesmo documento.

O problema é que Sheik já tinha levado amarelo quarta rodada, empate por 2 a 2 com o Batalhão) e recebeu a mesma punição no seguinte (sexta rodada, vitória por 2 a 1 sobre o Tocantins de Miracema). Com três cartões, o zagueiro deveria estar suspenso do compromisso posterior do União, contra o Tocantinópolis, em partida atrasada da segunda rodada.

Ele, porém, foi a campo na derrota por 3 a 0, no Ribeirão, e também no jogo seguinte, em que o União perdeu do Bela Vista, pelo mesmo placar. A agremiação alegou que a escalação de Sheik ocorreu após consulta e aval da Federação Tocantinense de Futebol. O clube foi denunciado ao Tribunal de Justiça Desportiva de Tocantins por Batalhão, Gurupi e Araguaína, mas acabou absolvido.

O União se classificou às semifinais, eliminou o Tocantinópolis (1 a 0 e 0 a 0) e conquistou o bicampeonato estadual após dois empates (1 a 1 e 0 a 0) e vitória nos pênaltis (5 a 4) sobre o Araguaína, no Mirandão, em 5 de abril. O caso, porém, foi para o STJD, que, seis meses depois da final, deu razão aos reclamantes e causou reviravolta na competição.

O Tribunal determinou que o União perdesse seis pontos, referentes aos dois jogos em que o defensor atuou sem cumprir suspensão. O clube, que tinha encerrado a primeira fase em quarto lugar, com dez pontos, caiu para penúltimo, com quatro pontos, o que rebaixava no lugar do Batalhão (seis pontos).

Em outubro, o STJD revisou parcialmente a decisão, reduzindo a perda de pontos do União de seis para três, entendendo que a punição referente à escalação de Sheik deveria ser aplicada somente ao jogo em que ele de fato estava suspenso. O clube continuou fora das semifinais, mas permaneceu na primeira divisão, com sete pontos, ultrapassando o Batalhão, que voltou a ser rebaixado.