Brasil é soberano no Pan-Americano de Ginástica Rítmica
Seleção faturou praticamente todos os ouros possíveis na competição
O Brasil pode ser o país do futebol. Mas não existe apenas o esporte das quatro linhas como o único no país. Há outros fortes, como vôlei e basquete. Porém, existe um que, aos poucos, vai ganhando corações: a ginástica.
Por mais que o popular seja aquela com Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Arthur Nory, chamada de Artística, existe uma na qual o Brasil é ainda mais soberano nas Américas: a Rítmica.
No último fim de semana, o Parque Olímpico do Rio foi palco do Pan-Americano da modalidade e mostrou a força da Seleção no continente. Uma equipe completa, afinada e com poucos erros de execução e uma altíssima dificuldade em cada movimento. Não sobrou para ninguém nas bolas, nos arcos, nas fitas e nas maças. Ou melhor, teve uma norte-americana que conseguiu furar essa hegemonia, nas bolas, mas muito mais por erros das atletas do que pela apresentação dela.
Logo no primeiro dia de competição, na sexta-feira (5), o Brasil mostrou o seu valor. Na disputa do conjunto 5 bolas, a Seleção fez uma apresentação impecável, terminando o dia na primeira posição com 28.850. O time formado por Maria Eduarda Arakaki, Julia Kurunczi, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Nicole Pírcio e Sofia Madeira mostrou muito sincronismo, técnica e bastante desenvoltura.
Competindo para ser a ginasta mais completa do Pan, Barbara Domingos terminou o primeiro dia com o somatório de 55.600 nas provas de arco (28.050) e bolas (27.550), ficando na primeira posição no geral. Maria Alexandre fez uma série bem técnica na bola e faturou 27.250. Já Geovanna Santos mostrou muita concentração no arco, terminando com 28.600.
No sábado (6), Bárbara Domingos foi imbatível nas maças (27.600) e na fita (28.500). Com isso, somou 111.700 pontos nos quatro aparelhos e foi a campeã geral do individual. Na disputa por equipes, entraram no somatório, além das notas de Bárbara, as apresentações de Geovanna no arco (28.600) e na fita (28.100) e as de Maria na bola (27.250) e nas maças (24.750). Assim, o Brasil terminou com 220.400 pontos.
Além disso, a Seleção foi também campeã no geral, somando as notas do conjunto 5 bolas com o misto (maças e arcos), onde as meninas também ficaram em primeiro, com 28.600. No somatório das duas apresentações, 57.450 pontos.
No domingo (7), as finais das provas individuais e dos conjuntos. O único aparelho que não teve o Brasil no lugar mais alto do pódio foi na bola, que tanto Bárbara Domingos (26.600), quanto Maria Eduarda Alexandre (26.700), tiveram falhas de execução. Com isso, o ouro ficou com Megan Chu (27.500), dos Estados Unidos.
No arco, maças e fitas, só deu o hino brasileiro na Arena 1 do Parque Olímpico. Geovanna Santos (28.950) e Bárbara (28.600), foram ouro e prata no arco. Provando porque foi a melhor no individual geral, Bárbara foi a melhor nas maças, com 29.000 e Maria Eduarda Alexandre ficou em segundo, com 28.600. Na fita, Geovanna foi ouro com 28.400 e Bárbara com o bronze (28.250). Em todos os aparelhos, o pódio foi completado por Megan Chu.
No conjunto 5 bolas, não deu para ninguém. Mostrando a força, a coragem e uma técnica acima das demais, as meninas foram ouro por uma larga vantagem: 29.250 contra 26.650 dos Estados Unidos. O México completou o pódio com 25.550. No conjunto misto, outra grande discrepância da Seleção: 28.900 contra 26.600 do México e 25.800 dos Estados Unidos.
Com esse resultado o Brasil não apenas garantiu vagas para o Mundial de Frankfurt, na Alemanha, a ser realizado em agosto, como também provou que será difícil algum país superar as Leoas nas Américas.
O Pan-Americano dá uma parada de uma semana, mas retorna com a competição da ginástica artística, nos dias 17 a 21 de junho, também na Arena 1 do Parque Olímpico do Rio.