MPF pede para extinguir ação penal contra Nuzman pela Rio 2016

Processo contra o então mandatário do Comitê Olímpico do Brasil deixa de existir na primeira instância

Por Marcelo Perilier

Nuzman presidiu o COB por 22 anos

Após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que determinou o trancamento da ação, o Ministério Público Federal extinguiu o processo penal em primeira instância contra Carlos Arthur Nuzman e Leonardo Gryner pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, relacionados ao caso de compra de votos para a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016.

Nuzman era acusado de intermediar o pagamento de US$ 2 milhões — equivalente a R$ 3,56 milhões na cotação da época e cerca de R$ 8,78 milhões em valores atualizados — ao senegalês Lamine Diack, então membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e presidente da Federação Internacional de Atletismo. À época, o dirigente brasileiro presidia tanto o Comitê Olímpico do Brasil quanto o Comitê Organizador dos Jogos.

Desde o início das investigações, Nuzman negou todas as acusações e afirmou jamais ter mantido contato com o empresário Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur”, apontado como intermediário na suposta compra de votos em favor da candidatura carioca.

Na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro concorreu com Madrid, Chicago e Tóquio. Na votação final, a capital fluminense venceu a espanhola por 66 votos a 32.