Reservatório da Praça da Ópera só fica pronto daqui a 2 anos

Já o do Proença, foi atrasado para junho de 2027, informa Secretaria de Infraestrutura

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Da Redação

A entrega dos reservatórios de controle de enchentes do Proença e da Praça da Ópera, em Campinas, vai atrasar, segundo anúncio oficial divulgado pela Prefeitura na quarta-feira (6). A gestão das obras é da Secretaria Municipal de Infraestrutura.

O prazo de entrega do reservatório RP-1, no Proença, foi alterado de junho de 2026 para junho de 2027, enquanto o do RS-1, na Praça da Ópera, de julho de 2027 para março de 2028.

A alegação da Secretaria de Infraestrutura para a delonga é o surgimento de desafios operacionais durante a execução dos serviços, além da necessidade de melhorias técnicas.

O objetivo com as construções é reduzir em até 90% a incidência de alagamentos em corredores viários críticos, como os que assolam a Avenida Orosimbo Maia e a Avenida Princesa D'Oeste, utilizando um sistema de armazenamento que retém o excesso de água durante tempestades, a fim de evitar que os córregos transbordem.

A conclusão é considerada fundamental pela Prefeitura para a estabilidade do escoamento pluvial no Centro e para a proteção das áreas afetadas historicamente pelas cheias do Ribeirão Anhumas.

Reservatório RP-1 CT

No caso da unidade do Proença, instalada na Praça de Esportes Paranapanema, o estágio de execução atingiu 60%, com capacidade para 120 milhões de litros e acréscimo de R$ 15,3 milhões no orçamento. Mas, o sistema ainda possui frentes de trabalho em estágio inicial, como o túnel entre o poço 4 e a caixa de equilíbrio 4, que apresenta 12% de avanço físico. Entretanto, já foram finalizados componentes como o anel de travamento e poços de equilíbrio.

O reservatório abrange o curso d'água do córrego Proença em uma área de 17 mil m² na rua Alaíde Nascimento. Terá capacidade para armazenar 120 mil metros³ de água, o que equivale a 120 milhões de litros.

A estrutura é formada por três poços que possuem 40 metros de diâmetro e que terão 40 metros de profundidade.

Túneis conectam os três poços do reservatório, que será tamponado ao final das intervenções.

Depois de concluído, o sistema será fechado por cima e a superfície receberá a construção de um campo de futebol equipado com iluminação e vestiários.

Reservatório RS-1

Em paralelo, a construção do reservatório da Praça da Ópera, iniciada em 2025, enfrenta dificuldades, necessitando de injeção de cimento para estabilizar os túneis, além da remoção de postes e da fiação elétrica.

A estrutura abrange o curso d´água do córrego Serafim e ocupa uma área de 3,8 mil metros² na avenida João Pedro Burnier, na região da Vila Itapura. Possui capacidade para 80 mil metros³ de água, o que equivale a 80 milhões de litros.

Reservatório RP-4

O projeto prevê ainda o reservatório RP-4, na Praça Ralph Stettinger, na avenida Princesa d'Oeste, na região entre o Cambuí e a Nova Campinas.

O depósito terá capacidade para 100 mil metros³ de água, o que corresponde a 100 milhões de litros. Foi redesenhado para ser subterrâneo após pressões do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e de órgãos ambientais, que questionavam o corte de 348 árvores do modelo anterior.

Abrange o curso d'água do córrego Proença e ocupa uma área de terreno de 45,6 mil metros². Segundo a Prefeitura, a nova configuração visa mitigar danos ambientais e responder aos desafios das mudanças climáticas, encontrando-se atualmente em fase de preparação para licitação.