A partir de segunda (4), público-alvo da vacina de dengue é ampliado
Imunização acontecerá em todos os Centros de Saúde do município; dose é do Butantan
A partir de segunda-feira (4), a Secretaria de Saúde de Campinas ampliará a estratégia de vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan. Serão contemplados trabalhadores da saúde em estabelecimentos públicos e privados, além da população acima de 59 anos de idade. A imunização acontecerá em todos os Centros de Saúde do município (leia mais abaixo).
Doses
Campinas conta atualmente com cerca de mil doses disponíveis. A equipe da Saúde já solicitou nova remessa ao Estado e aguarda o envio de mais doses. Desde o início da aplicação do imunizante na cidade, 2.090 pessoas foram vacinadas.
"A ampliação da vacinação é muito positiva, mas é importante esclarecer que iniciamos essa nova fase com as doses que estavam disponíveis em estoque — vacinas que não foram utilizadas pelos profissionais da Atenção Primária para os quais foram originalmente destinadas. Por isso, o quantitativo inicial é bastante restrito. Já solicitamos nova remessa ao Estado e esperamos ampliar a oferta assim que recebermos o abastecimento", afirma a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli.
A vacina chegou ao município em fevereiro de 2026 e, inicialmente, era voltada para os profissionais da Atenção Primária da rede pública. A ampliação foi orientada pelo Governo do Estado de São Paulo.
Onde se vacinar
Endereços dos centros de saúde e horário de funcionamento das salas de vacina estão disponíveis em: https://vacina.campinas.sp.gov.br
A vacina
A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2025, e, segundo o governo de São Paulo, até março deste ano, 1,3 milhão de doses foram enviadas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que as distribui ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Protege contra os diferentes tipos de vírus da dengue por meio da composição tetravalente - o que significa que contém componentes específicos para combater os quatro sorotipos conhecidos.
A tecnologia permite que a proteção seja estabelecida com apenas uma aplicação, independentemente de a pessoa já ter tido a doença anteriormente. A aplicação em dose única é um dos diferenciais do imunizante, que facilita a logística de vacinação, melhora a adesão da população e promove uma cobertura vacinal mais rápida.
Estudos demonstraram que uma segunda dose não produzia nova viremia vacinal nem reforçava a resposta de anticorpos, o que indica que a primeira dose já atinge o patamar de proteção necessário - característica comum em outras vacinas de vírus vivos atenuados que apresentam sucesso em dose única.
O imunizante utiliza vírus vivos, mas "enfraquecidos" (atenuados) em laboratório, para que não causem a doença enquanto são capazes de estimular uma resposta imune. As cepas são baseadas em uma tecnologia originalmente desenvolvida pelos Institutos de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês). Estudos demonstraram que uma segunda dose não produzia nova viremia vacinal nem reforçava a resposta de anticorpos, indicando que a primeira dose já atinge o patamar de proteção necessário - característica comum em outras vacinas de vírus vivos atenuados que apresentam sucesso em dose única.
Os resultados do ensaio clínico de fase 3 revelaram uma eficácia de 80,5% contra casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme ao longo de cinco anos. O estudo foi publicado na revista científica Nature Medicine.