PF queima 1,4t de droga pega em Viracopos
A Polícia Federal incinerou na quarta-feira (8) 1.423 quilos de drogas e substâncias ilícitas, que foram apreendidas em 171 ocorrências no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas. Trata-se da primeira incineração do tipo realizada este ano. A ação ocorreu na cidade de Nova Odessa e integra o plano estratégico de repressão ao tráfico de drogas conduzido pela instituição.
O material inclui cocaína, maconha, haxixe e MDMA (metilenodioximetanfetamina, substância sintética que atua como estimulante do sistema nervoso central e possui propriedades alucinógenas; a droga é conhecida popularmente como ecstasy, quando em comprimidos, ou Michael Douglas, quando em cristais). Além disso, foram destruídos anabolizantes e medicamentos. Parte das substâncias foi apreendida pela Receita Federal durante fiscalizações em encomendas postais. Outro montante é resultado de prisões em flagrante efetuadas pela própria Polícia Federal no aeroporto durante a inspeção de passageiros. Todas as apreensões geraram investigações policiais para identificar os responsáveis pelo transporte e pela propriedade dos materiais.
De acordo com a Polícia Federal, a destruição das substâncias seguiu protocolos de segurança física e normas de saúde. Os envolvidos utilizaram equipamentos de proteção individual e a atividade contou com o acompanhamento da Vigilância Sanitária. A Delegacia de PF em Campinas é a unidade responsável pelas investigações que culminaram nesta ação.
Histórico
Registra variações anuais no volume de drogas retiradas de circulação. Em 2025, houve duas incinerações que somaram 4.948 quilos. Em 2024, três operações de queima que totalizaram 2.387 quilos. O ano de 2023 registrou uma incineração de 580 quilos em maio. No ano de 2022, foram realizadas três incinerações somando 706 quilos. Em 2021, duas operações resultaram na destruição de 272 quilos. No ano de 2020, uma única queima destruiu 476 quilos, enquanto em 2019 duas ações somaram 318 quilos incinerados.
A Polícia Federal ressalta que a quantidade de objetos apreendidos e incinerados em cada evento não possui correspondência obrigatória com o ano em que a apreensão foi efetuada. A logística de destruição depende do andamento dos processos e das autorizações para o descarte final dos materiais ilícitos guardados pela corporação.