INB destaca papel do urânio na transição energética

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O presidente da Indústrias Nucleares do brasil (INB), Tomás Albuquerque, fez uma participação no podcast ISOMines Talks, nesta última terça-feira (24), e debateu sobre o setor nuclear brasileiro no contexto da transição energética e da segurança energética global. O encontro foi conduzido pela cofundadora da ISOMines Gizelle Tocchetto e foi transmitido ao vivo pelo LinkedIn e YouTube.

A conversa abordou o posicionamento do Brasil no cenário internacional, destacando o potencial mineral do país e a relevância estratégica do urânio diante do aumento da demanda global por fontes de energia confiáveis e de baixa emissão de carbono. Segundo Tomás, o urânio tem ganhado protagonismo como elemento essencial para garantir segurança energética, especialmente em um contexto de crescimento do consumo elétrico e de necessidade de redução de emissões.

Durante o debate, o presidente da INB ressaltou que o Brasil possui reservas significativas do mineral, com destaque para o projeto de Santa Quitéria, e detém conhecimento técnico relevante ao longo de todo o ciclo do combustível nuclear. Apesar disso, a baixa demanda interna ao longo dos anos limitou o avanço da prospecção mineral, mantendo o país com produção voltada, principalmente, ao abastecimento de seus dois reatores nucleares.

Ao comparar o cenário brasileiro com o internacional, Tomás destacou o avanço de países como China, Estados Unidos e França, que vêm ampliando seus programas nucleares como estratégia de autonomia energética. Nesse contexto, reforçou que a energia nuclear se apresenta como solução complementar às fontes renováveis, por sua capacidade de geração contínua e estável. "A transição energética só será possível com a participação do nuclear, que entrega energia em larga escala, de forma firme e sem emissões", afirmou.

Segundo o presidente da INB, a atividade ainda enfrenta desinformação e estigmas associados ao uso do urânio, o que reforça a necessidade de ampliar a comunicação e a transparência sobre o tema.

Outro ponto de destaque foi a recente abertura para parcerias com o setor privado, viabilizada por mudanças legais que permitem ampliar a prospecção mineral no país. A INB trabalha atualmente na estruturação de modelos de negócios que possibilitem a participação de investidores, preservando o monopólio da União sobre o urânio.