Criação da Câmara Universitária
Poderão participar alunos de graduação e de pós-graduação devidamente matriculados
Da Redação
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campinas protocolou formalmente o projeto de resolução que oficializa a criação da "Câmara Universitária" como um programa institucional permanente do Legislativo campineiro. A iniciativa busca consolidar a integração entre o ambiente acadêmico e o poder público, permitindo que estudantes de graduação e pós-graduação das instituições de ensino superior da cidade vivenciem o cotidiano parlamentar e contribuam com o debate de políticas públicas.
O projeto estabelece as diretrizes para o funcionamento do órgão, que atuará de forma simulada, mas com rigor técnico, espelhando os processos de elaboração de leis, sessões ordinárias e reuniões de comissões permanentes. De acordo com o texto, a "Câmara Universitária" funcionará como um laboratório de cidadania, onde os jovens universitários ocuparão as cadeiras dos vereadores para discutir temas de relevância municipal, propor indicações e redigir projetos de lei que, posteriormente, poderão ser adotados pelos parlamentares eleitos e transformados em legislação vigente.
A Mesa Diretora justifica a oficialização do programa ressaltando que Campinas é um dos maiores polos universitários do Brasil e que o "aproveitamento da inteligência e do vigor crítico dos estudantes é fundamental para a oxigenação da democracia local".
O objetivo central é desmistificar o papel do vereador e estimular a formação de novas lideranças políticas preparadas para enfrentar os desafios sociais da metrópole.
Elecamp
A resolução prevê que o programa seja coordenado pela Escola do Legislativo de Campinas (Elecamp), que ficará responsável pela abertura de editais de seleção e pela organização dos ciclos de capacitação. "A oficialização da Câmara Universitária garante que esse espaço de participação não seja apenas uma ação isolada, mas um compromisso de Estado do Legislativo com a educação política", destaca o documento protocolado.
As instituições de ensino superior também terão papel ativo na parceria, podendo validar as horas de participação dos alunos como atividades complementares de extensão.
Processo
Com o protocolo do projeto, o texto agora segue para a análise das comissões internas da Casa antes de ser levado ao plenário para votação definitiva.
Se aprovado, o programa deverá realizar sua primeira edição oficial ainda no primeiro semestre de 2026, abrindo as portas do Palácio da Jequitibá para a comunidade acadêmica de forma estruturada.
A Câmara
É composta por 33 vereadores eleitos por voto direto para mandatos de quatro anos.
A função principal da instituição envolve a criação de leis municipais e a fiscalização dos atos do Poder Executivo. As sessões ordinárias ocorrem às segundas e quartas-feiras e são abertas ao público com transmissão por meios de comunicação oficiais: TV Câmara (sinal aberto digital 11.3, Canal 4 da NET Campinas e 9 da Vivo), Youtube e redes sociais.
A estrutura administrativa conta com comissões permanentes que debatem temas como educação, saúde e segurança, antes das votações em plenário.
O histórico da Casa remonta ao período colonial quando as câmaras detinham funções administrativas e judiciais.
Atualmente o foco reside na representação dos interesses da população e na gestão de recursos públicos locais. A transparência das atividades é garantida por portais de dados e acompanhamento das decisões legislativas.
