Aumentam trabalhadores 50
Presença deles no segmento do comércio cresceu 44% no intervalo de uma década
O SindiVarejista (sindicato patronal do comércio varejista de Campinas e região) destaca que a presença de trabalhadores com 50 anos ou mais no comércio local registrou um crescimento de 44% no intervalo de uma década atingindo a marca de quase 15 mil profissionais ativos em 2025.
Propício
Segundo a presidente da entidade, Sanae Murayama Saito, "os profissionais com mais idade vêm se consolidando como ativos valiosos para o varejo, por conta de sua maturidade, escolaridade e profissionalismo". A dirigente enfatiza que "valorizar a diversidade etária é uma decisão inteligente do ponto de vista econômico e social" pois essa parcela da população entrega atendimento qualificado e confiável aos consumidores.
No Estado
Em âmbito estadual levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) referente aos meses de janeiro a novembro de 2025 confirma que os setores efetuaram 5,88 milhões de admissões formais, sendo que os profissionais 50 ocuparam 9% desse total, o que representa avanço frente aos 7% de 2021.
O setor de serviços lidera a inclusão desta faixa etária com 10% das contratações acumuladas, enquanto o comércio atacadista registra 8% de participação.
No comércio varejista a presença de trabalhadores com mais de 50 anos subiu de 5% em novembro de 2021 para 8% em novembro de 2025, acompanhada de uma redução na fatia de jovens de até 29 anos, que recuou de 60% para 56% no mesmo período.
Multifatores
A FecomercioSP esclarece que "o aumento da presença de profissionais com mais de 50 anos nas admissões está associado ao envelhecimento da população economicamente ativa, à maior permanência dessas pessoas no mercado e à valorização, por parte das empresas, de atributos como experiência, estabilidade e menor rotatividade".
Embora o mercado de trabalho ainda concentre 48% das vagas em pessoas de até 29 anos e 43% entre 30 e 49 anos a mudança demográfica é visível nas estatísticas de emprego formal.
Os segmentos de supermercados hipermercados e vestuário são os que mais absorvem esse público experiente devido à necessidade de responsabilidade e bom relacionamento interpessoal no cotidiano das lojas. A tendência de crescimento da mão de obra madura reflete a retomada econômica aliada ao aumento da expectativa de vida e à busca corporativa por equipes com maior inteligência emocional e menor rotatividade funcional. O cenário atual demonstra que a experiência acumulada por décadas torna-se um diferencial competitivo essencial para suprir lacunas de qualificação e garantir a sustentabilidade das operações de venda e prestação de serviços no mercado paulista contemporâneo.
Exigência simples
Em relação à escolaridade, os dados mostram que o ensino médio completo permanece como o principal nível de formação exigido pelo mercado. Esse grau de instrução concentrou 68% das contratações realizadas entre janeiro e novembro de 2025 nos setores de comércio e serviços.
Os profissionais com ensino médio incompleto ou menos representaram 15% das admissões, enquanto aqueles com ensino superior somaram 17%. A maior proporção de trabalhadores com nível superior (20%) foi registrada no setor de serviços. Para a FecomercioSP, "os números indicam a consolidação do ensino médio como o principal patamar de escolaridade exigido, evidenciando que o crescimento do emprego ocorre majoritariamente em funções de média qualificação".
