Pop, rock, R&B, rap e a música eletrônica marcam o primeiro fim de semana do Rock in Rio

Elton John, Calvin Harris, Black Eyed Peas, Foo Fighters, Avenged Sevenfold e Bring me the Horizon foram os destaques

Por

Mesmo debaixo de muita chuva, Calvin Harris transformou a Cidade do Rock numa grande rave, levando muita música eletrônica ao Palco Mundo

O primeiro fim de semana do Rock in Rio Brasil 2026 teve como encerramento um show inesquecível de uma lenda da música internacional: Sir Elton John. Ecudeiro do Rei da Inglaterra, o cantor britânico deu um show no Palco Mundo e mostrou que nunca deveria ter se aposentado. Dos seus clássicos "Your Song"; Gooobye Yellor Brick Road"; "Dont Let The Sun Go Down On Me"; "Skyline Pigeon", que só toca no Brasil; "I'll Still Standing", entre outros sucessos, fez uma plateia de jovens e adultos terem nostalgia.

Aliás, nostalgia é a palavra que resume bem o feriado de 7 de setembro. Zé Ricardo fez um dia recheado de grandes compositores em diversos palcos e com artistas que fizeram o melhor da música nacional e internacional. Abrir o dia com Luiza Sonza com Roberto Menescal foi uma junção perfeita de presente e passado, mostrando como a música brasileira está se renovando com grandes talentos.

No Palco Sunset, Vanessa da Mata e Rubel foram um sintonia fina de uma dupla que muitos acharam que não iria dar muito certo, mas que caiu como uma luva e fizeram um show incrível. Incrível, por falar a verdade, foi o retorno do Roupa Nova ao Rock in Rio; eles que são os autores da música-tema do festival mereciam estar no Mundo, tanto que o Sunset ficou pequeno demais para o público. Mesmo assim, sucessos não faltaram como: "A Viagem"; "Meu Universo é Você"; Volta Pra Mim"; e, claro, Whisky a Go Go". A participação de Guilherme Arantes poderia ter sido melhor explorada, mas ter cantado "Cheia de Charme"; "Lindo Balão Azul"; e participado de "A Paz" foi memorável.

Memorável, afinal, foi Péricles cantando os classicos da Motown, a gravadora que lançou Jackson 5. Ouvir os hits dos anos 1960 e 1970 na voz grave do pagoreiro, parecia que ele era íntimo do soul e do R&B norte-americano. Mais um ponto de Zé Ricardo para dizer que ele é o mestre das escolhas dos artistas do festival.

E o que falar de Gilberto Gil. Mesmo aos 84 anos, fez o dever de casa e empolgou o público com seus clássicos e hits, como "Vamos Fugir"; "Palco"; "Toda Menina Baiana", "Andar com Fé", "Aquele Abraço", entre outros.

Belo, o embaixador do Espaço Favela, não deixou ninguém ficar com frio em seu show, com muito samba, pagode e pé no chão úmido. E no Global Village, João Bosco mostrou que é muito além de "Bêbado e o Equilibrista", no ano em que completa 80 primaveras.

Outros dias

No domingo, dia 6, destaque para um junção afinada de pop, eletrônica, R&B e muito hip-hop com Nelly, Black Eyed Peas, Ne-Yo e Calvin Harris. Mais uma vez, Zé Ricardo acertou em cheio nesta sequência, mas poderia ter posto Ne-Yo no Mundo e Nelly no Sunset.

Quem surpreendeu, e deixou todo mundo dançando numa discoteca dos anos 2000 a céu aberto — e debaixo de chuva — foi Calvin Harris. Se muitos criticaram quando Alok foi no Palco Mundo, o festival acertou em cheio em ter posto o DJ este ano, provando que, sim, a música eletrônica, quando de qualidade, pode vir para o Mundo.

E quem usou muito bem a estrutura do telão de LED do Mundo foram as bandas de rock Avenged Sevenfold e Bring me the Horizon, que, para muitos, foi a melhor apresentáção do sábado, dia 5.

No dia 4, sexta-feira, Foo Fighters se destacou, como já era esperado, mas quem roubou a cena foi Dinho Ouro Preto, dedicando "Que País é Este" para Vorcaro, ministros do STF, políticos e senadores, provando que a música nunca deixará de ser atemporal e que a democracia brasileira está longe de mudar.

Próxima semana

Para a proxíma semana, Maroon 5 e Demi Lovato serão os grandez chamarizes, mas o dia do K-Pop merce um olhar clínico, assim como o show de Zala Larsson no Sunset que, deveria ser no Mundo, encerrando a edição do Rock in Rio Brasil 2026.

Nos demais palcos, os encontros musicias escalados por Zé Ricardo, as bandas que farão nostalgias, como Timbalada no favela, no dia 12, e a dobradinha de Alok, no dia 11 no Mundo e no dia 12 encerrando no New Dance Order.

Pop | R&B | Rock