Águas do Rio: maior concessão de saneamento do país completa quatro anos levando saúde a quem mais precisa

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O Brasil vive um momento decisivo na história do saneamento básico. Desde o Marco Legal, aprovado em 2020 pelo Congresso Nacional, o país estabeleceu metas ambiciosas para garantir que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento de esgoto (até 2033).

A Águas do Rio, uma empresa Aegea, é responsável pelo abastecimento de água de cerca de 10 milhões de pessoas em 27 municípios no estado do Rio de Janeiro. Desde o início da concessão, em novembro de 2021, a empresa já investiu R$ 5,1 bilhões. Até o fim do contrato, o aporte total deve alcançar R$ 40 bilhões, sendo R$ 19 bilhões previstos até 2033 para atingir a universalização.

A concessionária vem realizando obras de recuperação e modernização dos sistemas de água e esgoto herdados e construção de nova infraestrutura, trazendo inovação e tecnologia para atender a população fluminense. As ações já garantem mais regularidade, segurança hídrica e qualidade de vida para milhões de moradores da capital, Baixada Fluminense, Leste e Norte Fluminense.

Mais de 621 mil pessoas tiveram água regularizada, ou seja, formal, pela primeira vez, nos últimos quatro anos. Mais de 2 milhões de pessoas hoje têm acesso à Tarifa Social, benefício que dá descontos nas contas de quem mais precisa.

O avanço do saneamento básico em áreas mais pobres é resultado do trabalho da Águas do Rio, maior concessão do setor no país, que vem levando saúde e qualidade de vida à população fluminense, com investimentos que já somam R$ 5,1 bilhões. Até 2033, ano-meta para a universalização dos serviços de água e esgoto, a empresa deve investir R$ 19 bilhões no estado.

Ações água

Para gerir melhor o sistema de abastecimento e levar água para locais que por décadas sofreram com desabastecimento, a concessionária instalou mais de 200 válvulas inteligentes, que ajustam automaticamente a pressão da rede e garantem maior estabilidade no abastecimento.

Somada a essa ação, a Águas do Rio também utilizou a tecnologia de um satélite, capaz de identificar a presença de cloro em até três metros de profundidade, possibilitando o reparo de vazamentos ocultos com agilidade.

Juntas, essas tecnologias devolveram cerca de 18 bilhões de litros de água ao sistema no último ano. No início da concessão, as perdas chegavam a 65%, seja por vazamentos ou ligações clandestinas. A meta é reduzir esse índice para 25% até 2031. As iniciativas fazem parte do programa de combate às perdas de água. No início da concessão, as perdas chegavam a 65%; a meta, prevista em contrato, é reduzir o índice para 25% até 2031.

Em outra frente, para levar água para quem mais precisa, nesses quatro anos de atuação, em toda a sua área de concessão, a Águas do Rio já instalou ou substituiu mais de 1.613 quilômetros de tubulações, a distância equivalente entre as cidades do Rio e Salvador.

Em diferentes regiões do estado, as intervenções já se refletem em regularidade. Na Zona Norte da capital, 180 mil moradores passaram a receber água de forma contínua após a instalação de 40 sistemas de bombeamento, somente em 2025.

Na Baixada Fluminense, a implantação de tubulações e novos equipamentos garantem mais estabilidade para milhares de moradores de São João de Meriti, como Julia Santana, do bairro Parque Araruama. Em Duque de Caxias, outros 100 quilômetros de redes ampliaram o acesso à água tratada, alcançando mais de 36 mil famílias que agora têm fornecimento regular pela primeira vez. Já em Nova Iguaçu, a expansão de mais 85 quilômetros de infraestrutura contribuiu para melhorar a rotina de 26 mil habitantes que passaram a receber água de forma constante.

A transformação também pode ser vista no Leste Fluminense: em São Gonçalo, 70 mil pessoas passaram a ter água tratada e encanada. Na vizinha Itaboraí, a implantação ou substituição de mais de 200 quilômetros de redes mudou realidades, e 40 mil moradores passaram a contar com fornecimento regular. Já no Norte do estado, soluções inéditas de filtração garantem tratamento adequado em São Francisco de Itabapoana.

Ações esgoto

No esgotamento sanitário, desde o início de sua atuação, a concessionária vem recuperando e modernizando todas as estações de tratamento de esgoto, incluindo a maior delas: a ETE Alegria, localizado no Caju, região Metropolitana do Rio. As intervenções ampliam a capacidade de tratamento das unidades e permitem novas conexões à medida que a cobertura do sistema é expandida. Em quatro anos, foram instalados ou substituídos 274 quilômetros de redes de esgoto.

Em Japeri e Queimados, estão sendo aplicados R$ 750 milhões em obras de esgotamento sanitário, com mais de 700 km de redes coletoras e a construção da futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados, que atenderá 270 mil pessoas. As intervenções vão impedir que 51 milhões de litros de esgoto por dia cheguem in natura à Bacia do Guandu, manancial que abastece 80% da Região Metropolitana do Rio.

Em São Gonçalo, a redução imediata da carga poluente lançada na Baía de Guanabara recebeu importante reforço decisivo: 3,5 milhões de litros de água contaminada com esgoto por dia vão deixar de chegar ao ecossistema e passam a seguir para tratamento adequado, ampliando a proteção ambiental e trazendo benefícios diretos à saúde pública no município. O resultado veio com a recente entrega da primeira etapa de um novo sistema de esgotamento sanitário conhecido como Coleta em Tempo Seco (CTS), que começou a ser instalado no Rio Imboaçu. Quando o sistema estiver totalmente concluído, em 2026, cerca de 130 mil pessoas serão beneficiadas, consolidando um novo ciclo de desenvolvimento e dignidade para a cidade.

Baía de Guanabara: a recuperação do ecossistema também avança com a modernização de estações de tratamento, elevatórias e redes. As ações já impedem que cerca de 130 milhões de litros de esgoto sejam lançados diariamente no ecossistema, contribuindo para a recuperação ambiental e para o retorno gradual da vida marinha. Esses resultados já podem ser vistos nas praias do Flamengo, Glória, Urca e Paquetá, que hoje registram melhora na balneabilidade. Na capital, a Ilha do Governador deve ter praias próprias para banho já no próximo ano.

Números da Águas do Rio

? R$ 5,1 bilhões investidos até aqui.

? 621 mil pessoas com água regularizada pela primeira vez.

? Quase 1 milhão (986.641) de pessoas passaram a ser clientes em comunidades da cidade do Rio.

? 2 milhões de pessoas com acesso à tarifa social — aumento de 110% desde 2021.

? 712.433 mil serviços em comunidades.

? 1.613 Km de rede de água instaladas ou substituídas — distância equivalente entre o Rio de Janeiro e Salvador.

? 274 km de rede de esgoto instaladas ou substituídas.

? 3,5 milhões de pessoas beneficiadas com obras de melhorias.

? Cerca de 10,8 mil empregos gerados (7.786 diretos e 3.090 indiretos).

? Aproximadamente 50% dos profissionais vindos de comunidades da área de concessão.

? 127 milhões de litros de esgoto deixaram de cair na Baía de Guanabara todos os dias.

? 972.915 estudantes da rede pública impactados pelo programa Saúde Nota 10.