Por: Pedro Sobreiro
Após passagem de sucesso por São Paulo, onde recebeu mais de 100 mil visitantes, a ExpoDinos chega ao Rio de Janeiro, trazendo o acervo do Museu Paleontológico Egidio Feruglio, da Patagônia, para uma tenda com mais de 3 mil m² montada no estacionamento do Barrashopping. É uma oportunidade única de aprendizado sobre a origem da vida na Terra. São várias peças exóticas, incluindo cópias 3D, réplicas e fósseis originais de dinossauros que estão disponíveis em poucos museus do mundo, sendo algumas exclusivas.
O passeio é uma verdadeira aula de história e ciências! Se os dinossauros já encantavam nos cinemas, os fósseis impressionam ainda mais, porque estão próximos, dão uma sensação de escala interessante e são registros reais dos animais que dominaram a Terra por milhões de anos.
O CORREIO DA MANHÃ conferiu a exposição e foi impressionante! Durante as explicações professor Luiz Eduardo Anelli, crianças e adultos sequer piscavam diante dos fósseis e das explicações do professor, que agregaram conhecimento aos que estavam na visita e despertaram ainda mais a imaginação da molecada. E para ajudar os mais curiosos, a exposição conta com especialistas para explicar a fundo sobre as peças ali exibidas. Além disso, ter uma mostra com essa riqueza de detalhes e valor histórico é uma forma de expandir o turismo na Cidade Maravilhosa. É um projeto que traz turistas de fora para apreciar e aprender sobre esses animais, mas também instiga os próprios cariocas a fugirem de suas rotinas e explorarem mais a própria cidade. E nesse caso, quem se beneficia disso tudo é a Barra.
Para o paleontólogo, professor da USP e curador da ExpoDinos, Luiz Anelli, a mostra é mais do que tudo uma oportunidade. Não só de ver animais que já não mais existem, mas principalmente de entender sobre a origem e a importância de preservar a Terra.
"Essa exposição é, de fato, um grande presente para os jovens, os adultos e as crianças... É um presente para a cidade do Rio de Janeiro. É realmente uma forma de tratar os cariocas com dignidade, proporcionando uma experiência dessas. Os dinossauros nos contam uma história muito espetacular. A história deles aconteceu no intervalo de tempo geológico mais impressionante da Terra, que foi de 250 milhões até 65 milhões de anos, que foi quando teve a grande explosão. É um mundo que começa com um continente e dois oceanos, e termina com seis massas continentais e cinco oceanos. Ou seja, foi um tempo de transformação. Tudo que conhecemos hoje, praticamente tudo, é fruto da Era Mesozoica, do tempo dos dinossauros. Daqui a 10 milhões de anos, talvez até bem menos, nenhuma das espécies que nós conhecemos hoje existirá. Elas serão extintas e esse é um processo natural. Novas espécies aparecerão, porque o mundo se transforma. A geologia se transforma. A fim de sobreviver, a vida precisa de novas espécies adaptadas a novos ambientes. E os dinossauros viveram em um mundo de muita transformação. Foi um intervalo de tempo único. O que a gente vê na exposição é um espetáculo de anatomia, um show de morfologias que a gente não está acostumado. O tempo dos dinossauros foi o tempo que os mamíferos nasceram. Nossos ancestrais surgem de um mamífero no tempo dos dinossauros. As plantas com flores, que estamos tão acostumados hoje, surgiram no tempo dos dinossauros. Essas plantas se transformaram e transformaram o mundo até os dias de hoje. Essa história dos dinossauros é muito educativa porque nos ajuda a entender o mundo atual, e eu acho que muitas das atrocidades que a raça humana comete com a natureza vem muito dessa falta de conhecimento e amor pela história da Terra. É uma grande oportunidade de ver 200 anos de trabalhos científicos, experimentos e testes. E o resultado é essa exposição esplendorosa", explicou o professor Luiz Anelli.
A principal atração da mostra é, claro, o maior dinossauro do mundo, o Patagotitan. Além dele, há outros fósseis incríveis, como o brasileiro Buriolestes, reconhecido pelo Guinness Book como o fóssil de dinossauro mais antigo do planeta. Com mais de 233 milhões de anos, ele foi descoberto no Rio Grande do Sul.
A exposição já está aberta para o público e fica até o dia 16 de abril. Há sessões durante todos os dias da semana até o fim de fevereiro. A partir de 1º de março, elas serão de terça a domingo. Os ingressos custam R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira), sendo que crianças de até dois anos não pagam.