O papel da comunicação na reputação institucional

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CNI e Aberje debatem sobre integração entre posicionamento e relações

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) debateram, nesta quinta-feira (17), estratégias de comunicação e de relações institucionais e governamentais para posicionar organizações diante da sociedade e do poder público. O encontro discutiu ainda os impactos dessa atuação sobre a reputação e os desafios para profissionais que trabalham na interface entre as duas áreas.

O diretor de Comunicação da CNI, André Curvello, abordou os desafios de comunicar a diversidade da indústria e atualizar a percepção da sociedade sobre um setor cada vez mais tecnológico. Para ele, em um ambiente como Brasília, no qual decisões de interesse do setor passam pelo poder público e envolvem diferentes atores, a comunicação precisa considerar não apenas a mensagem, mas também o momento, o público e a necessidade de se posicionar.

Na indústria, essa tarefa ganha uma complexidade adicional pela diversidade de cadeias produtivas representadas, que têm características e interesses distintos e podem, inclusive, competir entre si. Segundo Curvello, essa multiplicidade torna mais difícil a definição de uma mensagem comum e exige comunicação assertiva, articulação e um relacionamento institucional próximo para reduzir ruídos.

"A comunicação é maravilhosa, ela é fantástica, mas é muito diferente como, quando e com quem cada setor deve se comunicar", afirmou.

A presidente do Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV), Lara Gurgel, destacou a comunicação estratégica como uma competência essencial para os profissionais responsáveis pela interlocução entre organizações, sociedade e poder público e pela participação de diferentes setores no debate sobre políticas públicas.

Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje, citou o conhecimento sobre o sistema político e eleitoral brasileiro e a capacidade de administrar crises, pessoas, projetos, processos e dados, além do domínio de novas tecnologias, como inteligência artificial. Santos também ressaltou habilidades como diplomacia, visão política, senso crítico e capacidade de ponderação. Segundo ele, o comunicador precisa estar preparado para analisar diferentes cenários e, inclusive, questionar internamente decisões antes de um posicionamento público.

O evento marcou a retomada dos encontros da Aberje em Brasília após a reorganização dos capítulos regionais da associação. O Capítulo Centro-Oeste reúne Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.