Startups: movimento gera R$ 129 mi em negócios
Uma estratégia que combina capacitação, conexão com parceiros e investidores, competições e programas de soft landing - apoio estruturado de entrada em novos mercados -, está fortalecendo a presença de startups brasileiras no exterior. Lideradas pelo Sebrae, em parceria com a ApexBrasil, as ações de internacionalização movimentaram cerca de R$ 129 milhões (US$ 24,8 milhões), em negócios imediatos em 2025 e abriram caminho para mais de R$ 2 bilhões (US$ 417 milhões) com potencial de fechamento futuro.
Os resultados referem-se ao conjunto de iniciativas de internacionalização no ano passado, incluindo o Web Summit Lisboa, o Web Summit Rio e seis missões internacionais. No total, 725 startups brasileiras foram apoiadas na jornada de conquista de novos mercados fora do Brasil.
"As startups que alcançam melhores resultados entendem que a missão não começa no embarque e não termina no último dia do evento", disse Cristina Mieko, Head de Startups do Sebrae.
Ela ressalta que o primeiro passo para sair de um evento internacional com conexões realmente estratégicas é definir o objetivo da participação. "A startup está procurando clientes, investimento, distribuidores, parceiros tecnológicos, conhecimento sobre determinado mercado ou acesso a um programa de soft landing? Sem essa clareza, existe o risco de tentar conversar com todo mundo e não aprofundar nenhuma oportunidade", orienta.
No ano passado, a startup DIO Inteligência Tecnológica marcou presença no Web Summit Lisboa, após ser vencedora da primeira edição do Prêmio Sebrae Startups 2024, competição com mais de 3 mil inscritos. A startup desenvolveu uma plataforma que transforma radiografias odontológicas em imagens interativas com o apoio de IA, facilitando o diagnóstico clínico e melhorando a comunicação entre dentistas e pacientes.
Israell Paccamicio, CTO (diretor-executivo) da startup, conta que um dos maiores resultados alcançados em Portugal foi ampliar a visão da DIO sobre o mercado internacional e construir uma rede de conexões no exterior. "Hoje, olhando em retrospecto, talvez esse seja um dos resultados mais importantes: o Web Summit Lisboa ajudou a transformar a internacionalização", avalia.
Para Israell, fazer parte de uma missão organizada pelo Sebrae fez bastante diferença. "Esse suporte permitiu que a gente gastasse menos energia entendendo a dinâmica do evento e mais energia fazendo negócios e construindo relacionamentos", frisa.