Fila do INSS cai 74% em 2026 e atinge menor nível em 21 meses
Governo afirma que redução foi impulsionada pelo aumento na análise de processos; objetivo é eliminar pedidos fora do prazo legal até setembro
A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentou forte redução em 2026 e alcançou o menor patamar dos últimos 21 meses. Dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social mostram que, até 14 de julho, cerca de 1,6 milhão de pedidos aguardavam análise, resultado que representa uma queda de 74% em relação ao volume registrado anteriormente.
Do total de requerimentos pendentes, 486 mil estão acima do prazo legal de 45 dias, enquanto aproximadamente 745 mil processos seguem dentro do período previsto para análise. Além disso, outros 450 mil pedidos dependem de providências dos próprios segurados, como envio de documentos, laudos médicos ou comprovação de vínculos trabalhistas.
Governo mantém meta de eliminar fila fora do prazo
A redução da fila ocorre após mudanças no comando da autarquia. Em abril, Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência do INSS no lugar de Gilberto Waller, substituição realizada com o objetivo de acelerar a análise dos benefícios.
Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a meta de eliminar, até setembro, todos os processos que ultrapassarem o prazo legal de 45 dias. Segundo o Ministério da Previdência Social, o compromisso de "zerar a fila" refere-se exclusivamente aos pedidos que permanecem além desse limite, já que o órgão recebe, em média, 1,3 milhão de novos requerimentos por mês.
Processamento de benefícios cresce em 2026
De acordo com o governo federal, o avanço na redução da fila foi impulsionado pelo aumento da capacidade operacional do INSS. Entre janeiro e maio de 2026, o número de processos analisados cresceu 34,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
No mesmo intervalo, a média mensal de benefícios concedidos passou de 608,6 mil para 683,8 mil, crescimento de 12,4%. Nos meses de abril e maio, a autarquia manteve ritmo elevado de análise, com média de 755,5 mil concessões mensais.
O maior volume de trabalho foi registrado em março de 2026, quando o instituto analisou 1,626 milhão de processos e concedeu cerca de 890 mil benefícios em apenas um mês.
Atualmente, a taxa média de concessão de benefícios entre janeiro e maio está em 50,6%, segundo o balanço oficial.
Nova gestão busca acelerar atendimento
Antes de assumir a presidência do INSS, Ana Cristina Viana Silveira comandou o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), onde permaneceu por quase três anos. Conforme informações do Ministério da Previdência, durante sua gestão o conselho ampliou significativamente a capacidade de julgamento de recursos administrativos.
A mudança no comando da autarquia foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, dentro da estratégia do governo para acelerar a análise dos pedidos e reduzir o tempo de espera dos segurados.
O INSS é o órgão responsável pela concessão, manutenção e pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, pensões, auxílios e demais direitos previstos na legislação brasileira.