Receita paga 2º lote da restituição do IR 2026 nesta terça-feira
Maior lote da história contempla 9,58 milhões de contribuintes e soma R$ 16 bilhões em créditos
A Receita Federal realiza nesta terça-feira (30) o pagamento do segundo lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, serão creditados R$ 16 bilhões para 9,58 milhões de contribuintes, no maior lote já registrado em número de beneficiados.
O valor total é o mesmo liberado no primeiro lote, pago em maio. Somados, os dois primeiros pagamentos alcançam R$ 32 bilhões e beneficiam cerca de 18,3 milhões de pessoas, o equivalente a aproximadamente 80% das restituições previstas para este ano, segundo a Receita Federal.
Quem recebe neste lote
Do total liberado, R$ 4,49 bilhões serão destinados aos contribuintes com prioridade legal. O grupo é formado por:
- 155.060 idosos com 80 anos ou mais;
- 1.106.923 idosos entre 60 e 79 anos;
- 106.294 pessoas com deficiência física ou mental ou portadoras de moléstia grave;
- 507.768 contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério.
Além das prioridades previstas em lei, 7.709.752 contribuintes serão contemplados por terem utilizado a declaração pré-preenchida e/ou optado por receber a restituição via Pix com CPF como chave. De acordo com a Receita, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste lote.
Calendário da restituição
Após os dois primeiros pagamentos, o calendário da restituição do IRPF 2026 segue com mais dois lotes:
- 3º lote: 31 de julho;
- 4º lote: 28 de agosto.
Como consultar a restituição
A consulta pode ser feita no portal da Receita Federal, na área "Meu Imposto de Renda", por meio da opção "Consultar a Restituição". O contribuinte também pode acessar o extrato de processamento da declaração no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), utilizando uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
Também é possível consultar a situação da restituição por meio do aplicativo oficial da Receita Federal para smartphones e tablets.
Caso sejam identificadas pendências na declaração, o sistema informa os motivos da retenção e permite ao contribuinte verificar se é necessário enviar uma declaração retificadora.
O que fazer se o crédito não for realizado
A Receita Federal informou que as restituições são pagas exclusivamente em contas bancárias de titularidade do contribuinte. Caso haja erro nos dados informados ou algum problema na conta indicada, o crédito não será concluído.
Nessas situações, o contribuinte poderá solicitar o reagendamento do pagamento junto ao Banco do Brasil, pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito, informando o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Se o valor não for resgatado dentro desse período, será necessário solicitar o pagamento por meio do portal e-CAC.
Como verificar se a declaração caiu na malha fina
Durante a consulta, o contribuinte também pode verificar se a declaração foi retida em malha fina. A informação está disponível no e-CAC, na seção "Meu Imposto de Renda".
Se houver divergências entre os dados declarados e as informações disponíveis na base da Receita Federal, o sistema indicará a pendência. Quando o erro for do próprio contribuinte, a recomendação é enviar uma declaração retificadora. Caso a inconsistência seja decorrente de informações prestadas por fonte pagadora ou prestador de serviços, será necessário aguardar a correção desses dados para que a situação seja regularizada.