IGP-M sobe 0,84% em maio após alta de 2,73% em abril, aponta FGV
Índice usado no reajuste de contratos acumula alta de 3,79% em 2026 e de 1,95% em 12 meses, segundo a FGV.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,84% em maio, após alta de 2,73% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas. Com o resultado, o índice acumula alta de 3,79% em 2026 e de 1,95% em 12 meses. Em maio de 2025, o indicador havia registrado queda de 0,49% no mês e acumulava avanço de 7,02% em 12 meses.
O IGP-M é usado como referência para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e serviços. O indicador reúne dados de preços ao produtor, ao consumidor e da construção civil. O cálculo considera os resultados do IPA, do IPC e do INCC, com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, desacelerou de 3,49% em abril para 0,91% em maio. No grupo Bens Finais, a taxa passou de 0,90% para 1,10%. O índice de Bens Finais sem alimentos in natura e combustíveis saiu de 0,78% para 0,57%.
Nos Bens Intermediários, a alta passou de 2,81% para 1,43%. O índice de Bens Intermediários sem combustíveis e lubrificantes para produção desacelerou de 2,11% para 0,87%. Já as Matérias-Primas Brutas passaram de 5,78% para 0,43%.
Entre os itens que mais contribuíram para a desaceleração do IPA estão minério de ferro, bovinos, milho em grão e soja em grão. Também houve recuo nos preços de combustíveis e do café em pó. Segundo a FGV, o comportamento das commodities e a estabilidade do petróleo no mercado internacional influenciaram o resultado do indicador em maio.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, subiu 0,61% em maio, abaixo do resultado de abril, de 0,94%. A classe Transportes saiu de alta de 2,26% para queda de 0,31%. Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 0,95% para 0,64%, enquanto Vestuário passou de 0,40% para 0,36%.
Na direção oposta, Habitação avançou de 0,46% para 0,95%. Alimentação passou de 1,15% para 1,30%. Educação, Leitura e Recreação saiu de queda de 0,26% para alta de 0,25%. Despesas Diversas acelerou de 0,55% para 0,91%, e Comunicação variou de queda de 0,02% para alta de 0,05%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), responsável por 10% do IGP-M, registrou alta de 0,77% em maio, após avanço de 1,04% em abril. O grupo Materiais e Equipamentos desacelerou de 1,40% para 1,08%. Serviços passou de 0,97% para 0,50%, enquanto Mão de Obra recuou de 0,61% para 0,43%.
A coleta de preços do IGP-M foi realizada entre 21 de abril e 20 de maio.