DF mostra que maturidade financeira das mães reflete na formação financeira dos filhos

Por Redação

O aumento do número de investidoras no DF é um movimento que se fortalece e evidencia o protagonismo das mulheres na gestão do patrimônio familiar

O cenário dos investimentos no Distrito Federal chega à 2026 consolidando uma transformação iniciada nos últimos anos. Dados recentes da B3 confirmam a tendência: o DF saltou de 43.118 investidoras em 2024 para 52.938 até maio deste ano, um movimento que se fortalece e evidencia o protagonismo das mulheres na gestão do patrimônio familiar.

Um exemplo dessa transformação é Fernanda Rezende, supervisora comercial e assessora de investimentos na XP em Brasília. Com uma trajetória de mais de duas décadas no setor, Fernanda utiliza sua experiência para traçar um paralelo entre a liderança feminina no mercado e a responsabilidade de educar a próxima geração de investidores dentro de casa.

Mãe de gêmeos, dois meninos de 15 anos, ela faz uma conexão entre a carreira no mercado financeiro e a maternidade, situações que demandam consistência e uma visão orientada a longo prazo.

“Acredito que a educação financeira começa nos pequenos hábitos do dia a dia. Em casa, procuro ensinar sobre escolhas, planejamento e o valor do dinheiro, sempre conectando isso aos sonhos. É importante que as crianças entendam desde cedo que dinheiro não é só para gastar, mas também para construir possibilidades, garantir segurança e conquistar liberdade no futuro. Como mãe e profissional do mercado financeiro, vejo que essas conversas funcionam melhor quando acontecem de forma leve e natural, ajudando a formar adultos mais conscientes, responsáveis e preparados. No fim, o dinheiro faz parte da nossa rotina, e trazer isso para o cotidiano, seja na mesada ou em decisões simples, tem feito muita diferença aqui em casa”.

Para Fernanda, a educação financeira infantil não é apenas sobre números, mas sobre a formação de hábitos. Em um mundo cada vez mais digitalizado em 2026, ela reforça que o diálogo deve começar cedo, transformando o cotidiano em aprendizado.

“Eu sempre digo que educação financeira vai além do dinheiro: é sobre fazer boas escolhas, ter responsabilidade e entender que o dinheiro também traz liberdade. Em casa, eles se interessam pelo tema e já têm uma boa noção, aos 15 anos. Procuro mostrar como o dinheiro impacta sonhos, frustrações e conquistas, inclusive planos de estudar fora do país, por exemplo. No fim, acredito que o maior patrimônio que podemos deixar não é financeiro, mas a consciência financeira para a vida”, afirma.

Segundo Marco Loureiro, sócio e líder da XP na região Centro-Oeste, a mesada é apontada como uma ferramenta prática essencial para que as crianças e adolescentes criem responsabilidade sobre suas finanças desde cedo. “Ela oferece à criança a autonomia para errar com pequenas quantias agora, evitando equívocos graves na vida adulta. O papel dos responsáveis é acompanhar essas escolhas sem julgamento, ensinando a dividir o valor entre gastar, investir e doar”, explica.

Fernanda Rezende também ressalta a importância de mães e responsáveis dedicarem atenção à forma como os filhos aprendem a lidar com o dinheiro. “Acredito que esse seja um dos maiores atos de amor como mãe: prepará-los não apenas para ganhar o próprio dinheiro, mas para fazer escolhas inteligentes e viver com autonomia, o que, para mim, é essencial para o futuro deles”, conclui.