Arrecadação federal soma R$ 229,2 bilhões em março e bate recorde histórico

Receita foi impulsionada por atividade econômica, IOF e importações; resultado do trimestre já equivale a 11,9% do Orçamento de 2026.

Por Da redação

Receita Federal

A arrecadação federal alcançou R$ 229,249 bilhões em março de 2026, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa crescimento real de 4,99% na comparação com março do ano passado, já descontada a inflação.  Os dados foram divulgados pela Receita Federal na terça-feira (28).

No acumulado do primeiro trimestre, as receitas administradas pelo governo federal somaram R$ 777,117 bilhões, também recorde para o período, com avanço real de 4,58% frente aos três primeiros meses de 2025.

Segundo o Fisco, o desempenho de março foi impulsionado pelo nível ainda resiliente da atividade econômica, pelo aumento da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e pelo bom desempenho das importações.

Entre os principais destaques do mês, cresceram as receitas vinculadas ao setor financeiro e ao comércio exterior, refletindo maior movimentação econômica e elevação de operações tributáveis. Também contribuíram recolhimentos ligados ao mercado de trabalho e ao consumo.

O resultado reforça a tendência observada desde o início do ano. Em janeiro, a arrecadação havia atingido R$ 325,7 bilhões, enquanto em fevereiro somou R$ 222,1 bilhões — ambos recordes para seus respectivos meses.

A arrecadação é acompanhada de perto pelo mercado financeiro por servir como termômetro da atividade econômica e por influenciar o cumprimento das metas fiscais do governo federal em 2026.

Orçamento de 2026

A arrecadação acumulada até março representa aproximadamente 11,9% do orçamento federal previsto para o ano. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 fixa a receita e as despesas do governo federal neste ano em R$ 6,54 trilhões, incluindo todos os gastos previstos para os poderes, ministérios, fundos e programas sociais, além do refinanciamento da dívida pública.

Deste total, cerca de R$ 1,8 trilhão será destinado ao pagamento e refinanciamento da dívida, deixando aproximadamente R$ 4,7 trilhões para despesas fiscais, de seguridade social e investimentos no país, como saúde, educação e assistência social.

O orçamento também prevê um superávit primário de cerca de R$ 34,2 bilhões, ou seja, que as receitas sejam maiores que as despesas obrigatórias, indicando equilíbrio nas contas públicas conforme as metas fiscais definidas na legislação.

A LOA 2026 inclui ainda aproximadamente R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, destinadas a projetos e ações específicos indicados por deputados e senadores.