Vendas do varejo sobem 0,6% em fevereiro e atingem novo recorde no país
Resultado foi puxado por supermercados, combustíveis e farmácias; comércio registra segunda alta seguida e alcança maior nível da série histórica
As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro e atingiram o maior nível da série histórica iniciada em 2000. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
Foi o segundo avanço consecutivo do setor. Em janeiro, o varejo havia registrado alta de 0,4%. Com o resultado, o comércio mantém desempenho positivo no começo de 2026, impulsionado principalmente pelos segmentos ligados ao consumo básico das famílias, como supermercados, combustíveis e farmácias.
Na comparação com fevereiro do ano passado, o volume de vendas subiu 0,2%. No acumulado do primeiro bimestre, o crescimento chega a 1,5%, o 21º resultado positivo seguido nessa base de comparação.
Segmentos em alta
O principal destaque de fevereiro foi o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que avançou 1,1%. Por ter o maior peso no índice geral, a atividade exerceu a maior influência sobre o resultado do mês.
Também contribuíram para a alta as vendas de combustíveis e lubrificantes, com crescimento de 1,7%, e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que subiram 0,3%.
O maior avanço percentual entre todas as atividades veio de livros, jornais, revistas e papelaria, com alta de 2,4%, recuperando parte das perdas registradas anteriormente.
Segmentos em baixa
Por outro lado, quatro dos oito segmentos pesquisados fecharam fevereiro em queda. O recuo mais intenso ocorreu em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que caiu 2,7%.
Também registraram retração outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%).
Varejo ampliado
No conceito ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, o comércio cresceu 1,0% em fevereiro na comparação mensal. O indicador também renovou o recorde da série histórica.
Nesse grupo, o melhor desempenho veio de veículos e motos, com alta de 1,6%. O setor de material de construção avançou 0,5%.
Na comparação com fevereiro de 2025, três atividades sustentaram o crescimento de 0,2% do varejo restrito. Artigos farmacêuticos lideraram com alta de 2,1%, seguidos por supermercados (1,5%) e informática e comunicação (0,2%).
As maiores quedas anuais ocorreram em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,3%) e tecidos, vestuário e calçados (-5,0%).
Já o varejo ampliado recuou 2,2% frente a fevereiro do ano passado, pressionado principalmente pelas baixas em veículos e motos (-7,8%), material de construção (-8,5%) e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo (-1,0%).
Estados
Regionalmente, 17 das 27 unidades da federação registraram crescimento nas vendas entre janeiro e fevereiro. As maiores altas foram observadas no Paraná (2,9%), Bahia (2,7%) e Minas Gerais (2,5%).
As maiores retrações ocorreram em Mato Grosso (-3,6%), Maranhão (-3,2%) e Amazonas (-3,2%). O Rio de Janeiro ficou estável no período.
No varejo ampliado, também houve avanço em 17 estados. Mato Grosso do Sul (6,2%), Bahia (5,4%) e Paraná (3,7%) lideraram as altas, enquanto Pará (-2,1%), Amazonas (-1,9%) e Tocantins (-1,5%) tiveram os piores resultados.