Emprego doméstico formal fecha 2025 com 1,3 milhão de trabalhadores, mas maioria ainda continua na informalidade
Número de vínculos com carteira assinada recua , mas salários avançam e categoria segue majoritariamente feminina no país
O trabalho doméstico no Brasil encerrou 2025 com pouco mais de 1,3 milhão de vínculos formais, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, foram 1.302.792 trabalhadores com carteira assinada, número ligeiramente inferior ao registrado em 2024, quando foram contabilizados cerca de 1.343.792 vínculos formais.
De acordo com a PNAD Contínua, do IBGE, o país reúne entre 5,5 milhões e 5,9 milhões de trabalhadores domésticos. Desse total, pouco mais de 1,3 milhão têm carteira assinada, o que corresponde a menos de 30% dos ocupados. Mais de 70% da categoria — cerca de 4,5 milhões de pessoas — atuam sem registro formal.
A categoria é composta majoritariamente por mulheres, que representam cerca de 88% dos trabalhadores domésticos no país. Entre os vínculos formais, o salário médio passou de R$ 1.949,06 em dezembro de 2024 para R$ 2.047,92 no fim de 2025.
As funções mais comuns são serviços gerais, que concentram a maior parte dos vínculos, seguidas por babás e cuidadores de idosos. Há também trabalhadores em funções específicas, como motoristas e profissionais de enfermagem, com menor número de registros.
Além dos trabalhadores com carteira assinada e daqueles sem registro, há profissionais que atuam por meio de empresas terceirizadas ou algum tipo de intermediação. Esse grupo não aparece de forma separada nas estatísticas oficiais, mas pode ser identificado por mudanças no perfil da ocupação. Nesse modelo, o trabalhador pode prestar serviço para mais de um contratante ou ser intermediado por empresas e plataformas digitais.
Quando há intermediação por empresas, o vínculo formal é estabelecido com a prestadora de serviço, e não com a família. Em outros casos, o trabalhador atua como autônomo, sem vínculo empregatício. A legislação considera como empregado doméstico aquele que presta serviço de forma contínua, por mais de dois dias por semana, para o mesmo empregador.
Regiões
No recorte regional, os dados do MTE mostram maior concentração de vínculos formais no Sudeste. São Paulo registra 391 mil trabalhadores com carteira assinada, seguido por Minas Gerais, com 158 mil, e Rio de Janeiro, com cerca de 140 mil. Juntos, os três estados concentram a maior parcela dos vínculos formais no país.
Outras unidades da federação, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, apresentam menor número de registros formais.