Confaz divulga nova tabela de preços médios dos combustíveis
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou uma nova tabela com os preços médios dos combustíveis utilizados como referência para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos estados e no Distrito Federal. Os novos valores passam a valer a partir de 16 de março de 2026.
A atualização apresenta o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), indicador que estima o valor médio pago pelos consumidores e serve como base tributária para a cobrança do imposto estadual sobre combustíveis. A tabela foi publicada no Diário Oficial da União.
O PMPF não determina o preço praticado nos postos, mas funciona como referência fiscal. A partir desse valor médio, cada estado aplica sua alíquota de ICMS, o que pode influenciar o preço final pago pelo consumidor.
A revisão periódica considera pesquisas de mercado enviadas pelas próprias unidades federativas e busca padronizar a base de tributação diante das diferenças regionais de preços.
Etanol
O etanol é mais caro no Distrito Federal, R$5,1400 por litro, em Amapá, R$5,8900, Roraima, R$5,185, Amazonas, R$5,438, e Acre, R$5,222.
É mais barato em Mato Grosso do Sul, R$4,382 por litro, Paraíba, R$4,455, São Paulo, R$4,460, Mato Grosso, R$4,539, e Piauí, R$4,640.
Nos demais estados, o etanol varia do menor para o maior preço: Bahia, R$4,590; Minas Gerais, R$4,696; Goiás, R$4,734; Pará, R$4,826; Espírito Santo, R$4,852; Sergipe, R$4,874; Rio Grande do Sul, R$4,895; Santa Catarina, R$4,912; Rio de Janeiro, R$4,980; Alagoas, R$5,115; Pernambuco, R$5,180; e Rondônia, R$5,346.
GNV- Gás Natural Veicular
O GNV é mais caro no Distrito Federal, R$6,780 por metro cúbico, seguido de Ceará, R$5,133; Minas Gerais, R$4,991; Paraíba, R$4,918; e Sergipe, R$4,608.
É mais barato no Amazonas, R$3,136 por metro cúbico, Mato Grosso, R$4,049; Espírito Santo, R$4,099; Rio de Janeiro, R$4,240; e Alagoas, R$4,576. Alguns estados não possuem referência de GNV.
Impacto nos consumidores
Apesar da atualização, o indicador não representa aumento automático nos postos. O Brasil adota regime de liberdade de preços e o valor final depende de fatores como custos de distribuição e margens comerciais.