Dia dos Pais: não comprou o mimo? Dica é pesquisar

Comércio e serviços esperam movimentar R$ 27,13 bilhões

Por Por Martha Imenes

Vanessa Nogueira, de Paraty (RJ), optou por compras online para o Dia dos Pais

Na reta final para o Dia dos Pais, que deve movimentar R$ 27,13 bilhões em comércio e serviços, a alternativa para quem deixou para última hora é pesquisar. Conforme a pesquisa, 65% dos consumidores residentes nas capitais pretendem ir às compras este ano. O percentual corresponde a 106,3 milhões de pessoas. Apesar de alto, o número representa uma redução nominal de 4,6 milhões de compradores em relação a 2024. O valor médio dos gastos será em torno de R$ 255, aponta pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

"A pesquisa mostra uma pequena queda no número de consumidores que irão às compras, reflexo do momento delicado em relação à economia do país. Mesmo com a queda, a data terá uma importante movimentação no comércio. A expectativa é de lojas cheias nos próximos dias em todo o país", destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Seja ele tecnológico, esportista, gourmet, leitor ou prático, as opções de presentes têm que ser bem avaliadas para não estourar o orçamento. Uma alternativa, segundo o economista e professor do Ibmec Gilberto Braga, é pesquisar antes de ir à rua ou de comprar pela internet. A maioria (78%) pretende pesquisar para economizar antes de fazer as compras, sendo que 81% farão pesquisa online e 68% em lojas físicas, aponta a pesquisa.

Quando se trata dos fatores que influenciam no local de compra: 49% destacam o preço, 40% a qualidade, 37% frete grátis e 33% as promoções e descontos. O principal local de comemoração da data será na própria casa (37%), seguido pela casa do pai (32%).

Gastos

De acordo com os entrevistados pela CNDL/SPC, 31% pretendem gastar mais que em 2024, 39% o mesmo valor e 18% querem gastar menos. Entre aqueles que pretendem gastar mais, 58% desejam comprar presentes melhores, 36% querem comprar mais presentes e 34% citam o aumento de preços. Já entre aqueles que pretendem gastar menos, 49% querem economizar, 38% relatam situação financeira difícil, 30% têm dívidas em atraso e 20% priorizam outras compras.