Plebe Rude relança seu álbum clássico no Circo Voador
Fevereiro de 1986: o Brasil despedia-se da ditadura militar e a juventude brasiliense despachava suas angústias em rock. Nesse clima nasceu "O Concreto Já Rachou", disco de estreia da Plebe Rude que ganhou Disco de Ouro na época do lançamento e segue entre os mais cultuados do rock nacional. Nesta sexta (30), às 22, no Circo Voador, Philippe Seabra (guitarra e voz), André X (baixo), Clemente Nascimento (guitarra e voz) e Marcelo Capucci (bateria) tocam o álbum na íntegra e revisitam outros clássicos dos 45 anos de estrada em uma única apresentação.
Quarenta anos depois, a banda relança a obra em edição especial de vinil, pela Universal Music, com capa gatefold, compacto de 7 polegadas com uma nova versão de "Até Quando Esperar", as demos de "Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)", "Proteção", "Minha Renda" e "Sexo e Karatê", e um documentário de 90 minutos em que o quarteto revisita faixa por faixa o processo de criação do álbum.
Do disco saiu a trinca que definiu a carreira do grupo — "Proteção", "Até Quando Esperar" e "Minha Renda" —, letras que enfrentavam desigualdade social, repressão e contradições políticas.
Para a nova versão de "Até Quando Esperar", a banda voltou ao estúdio com Herbert Vianna, produtor original do disco, dividindo guitarras e vocais no clipe inédito. "Como compositor e artista, você fica feliz com a relevância da obra. Mas tem um lado, como pai e cidadão, que me deixa meio zangado porque a letra não envelheceu. Das duas, uma: ou a gente era vidente, ou o país não mudou nada", avalia Seabra.
SERVIÇO
PLEBE RUDE
Circo Voador (Rua dos Arcos, s/nº, Lapa)
30/10, às 22h
Ingressos: R$ 160 e R$ 80 (meia)