Violando no CCBB

Mostra Violas Brasileiras reúne dez nomes do instrumento com shows, seminário e masterclasses gratuitos

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A mostra apresenta violeiros de várias tendências

O violeiro Luiz Salgado, nascido em Patos de Minas, usa a viola caipira como ferramenta de defesa ambiental: canta o Cerrado, causos, Folia de Reis e Congado. É dessa viola carregada de festa e de causa que se ocupa o Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro entre 24 e 27 de setembro, na Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo.

Idealizada pelo produtor cultural Júlio José e com direção artística de Ivan Vilela, a mostra chega ao Rio depois de Belo Horizonte e Brasília e ainda segue para o CCBB São Paulo, reunindo mestres e novas gerações em torno de um instrumento que atravessa o país há mais de cinco séculos — do sertão aos centros urbanos.

Nesta quinta-feira (24), o seminário de abertura de Ivan Vilela costura história e pesquisa, e a noite traz Pereira da Viola, criado em comunidade quilombola em Teófilo Otoni (MG) e ex-presidente da Associação Nacional dos Violeiros, além do coletivo Rio de Violas. Na sexta (25), Fernando Sodré leva o instrumento ao jazz, Renato Anesi explora texturas pouco convencionais e o premiado Arnaldo Freitas Trio soma virtuosismo e intensidade rítmica. No sábado (26), Fabrício Conde mergulha nas matrizes tradicionais, o pernambucano Hugo Lins representa a nova geração e Vilela apresenta repertório autoral. O domingo (27) é de Salgado, do duo Viola Progressiva — pai e filho, Marcos e Vitor Mesquita — e de Katya Teixeira e João Arruda, uma das vozes femininas mais importantes da viola no país.

"A viola brasileira é um território vivo, onde tradição e invenção se encontram para contar quem fomos e, sobretudo, quem ainda podemos ser", observa Júlio José. (A.N.)

SERVIÇO

MOSTRA VIOLAS BRASILEIRAS

CCBB Rio (Rua Primeiro de Março, 66, Centro).

De 24 a 27/9

Grátis, com retirada de ingressos na bilheteria e em www.bb.com.br/cultura