No embalo do sambalanço
Verônica Sabino e Conexão Rio levam ao Manouche nesta sexta (28) um repertório do gênero nascido nos bailes cariocas dos anos 1960
Affonso Nunes
Terreno fértil entre o samba, o jazz, a bossa nova, ritmos latinos e, mais tarde, o iê-iê-iê, o sambalañço foi a trilha sonora os bailes cariocas dos anos 1950 e 60. Nasceu nas festas de clubes embalado por órgão, contrabaixo e bateria e uma cadência que não deixava ninguém parado na pista de dança. Nesta sexta-feira (28), no Manouche, Verônica Sabino e o grupo Conexão Rio refazem esse trajeto no show "No Swing do Sambalanço".
No repertório, canções de Orlandivo, Ed Lincoln, Wilson Simonal, Jorge Ben Jor, Elza Soares, Tim Maia e Gilberto Gil. Tudo numa zona de canção popular para dançar, pois balanço não tem data.
Ed Lincoln, que começou como contrabaixista na noite do Rio, tornou-se o grande nome dessa vertente e ganhou o apelido de Rei dos Bailes. Orlandivo, seu parceiro frequente, transformava até um molho de chaves em percussão.
Verônica Sabino abraça esse história amparada por sua rica e diversa trajetória desde o grupo vocal Céu da Boca. E para garantir fraseado, melodia e pulso, a cantora tem a companhia da banda Conexão Rio — formada por André Cechinel (piano), Fernando Barroso (baixo), Fernando Clark (guitarra) e Zé Mario (bateria) — com 25 anos de estrada.
E para quem quiser ir além da experiência do palco, encontra em "Sambalanço, a Bossa que Dança — Um Mosaico" (Kuarup, 2016), de Tárik de Souza, a pesquisa que sustenta essa história contada por um mestre do nosso jornalismo musical. As entrevistas que o Tárik colheu para o livro também alimentaram o documentário homônimo, dirigido por Fabiano Maciel e roteirizado por Tárik, disponível na grade do Globoplay.
SERVIÇO
VERÔNICA SABINO E CONEXÃO RIO — NO SWING DO SAMBALANÇO
Manouche (Rua Jardim Botânico, 983, subsolo da Casa Camolese)
28/8, às 21h
Ingressos: R$ 260 e R$ 130 (meia)