Djavan com fôlego de meio-campista
Em 2h30 de show e quase 30 sucessos do início ao fim, cantor encerra neste sábado a etapa carioca de sua grandiosa turnê de 50 anos de carreira
Quem acha que por ele estar beirando os 80 anos não faria um show longo, ledo engano. Em 2h30 de espetáculo, Djavan - que quase virou futebolista profissional na juventude - mostrou que tem fôlego para 3h30 tranquilamente. Um repertório de sucessos e até uma homenagem a Gal Costa, agitou a pista e as arquibancadas da Farmasi Arena no último fim de semana. E neste sábado (8) tem mais uma apresentação com ingressos esgotados.
Antes de começar, uma saudação "Voltei, Rio!", mostrando felicidade por cantar na Cidade Maravilhosa. Abrindo a noite, duas músicas para dizer ao público que só teriam hits do início ao fim: "Sina" e "Eu te Devoro". Na sequência, "Delírio dos Mortais", onde improvisa, à capela, os versos iniciais: "Rio / Podem dizer o que quiser / Mas o xodó do povo é o Rio / Casa do samba e do amor / Do Redentor / Louvado seja o Rio". Na ssquência, "Cigano", "Nem Mais Um Dia" e "Miragem" para levantar a plateia. "Outono" e "Um Brinde" vieram logo depois, antecedendo um mini set acústico de voz e violão com "Meu Bem Querer" e "Oceano".
Com a volta da afiada banda, uma sequência irresistível: "Lambada de Serpente", "Mal de Mim", "Azul" (que fez sucesso com Gal Costa, mas não foi a música dedicada a ela) e "Açaí". Aí sim, em "O Vento", ele fez a homenagem a sua "irmã", que nos deixou cedo demais.
Chegando ao fim, e mais ou menos em duas horas de show, "Se, Me Leve", "Pétala" e um pout-pourri com "Serrado"/ "Fato Consumado"/"Flor de Lis". Para encerrar, antes do bis, "Quase de Manhã", "Seduzir", "Samurai" e "Lilás".
Ao longo do show Djavan estava de Blaser e calça social azul e aos poucos foi trocando o figurinho, ora vindo só de camisa azul, ora vindo de chapéu de malandro, ora de casaco... No bis, com "Um Amor Puro e Sina", ostentou uma elegante jaqueta branca.
Para quem pensa que um músico por vezes precisa se reinventar para ficar sintonizado, Djavan mostrou o contrário; de que um bom artista é aquele que entende o seu público e sabe como deve se comportar no palco. Sem inventar, sem improvisar, foi, do início ao fim, o cantor que conquistou multidões e fãs ao longo de 50 anos de carreira, Djavaneando gerações pelo Brasil inteiro.
SERVIÇO
DJAVANEAR - 50 ANOS. SÓ SUCESSOS
Farmasi Arena (Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra Olímpica) | 8/8, às 21h
Ingressos esgotados