Zaz, o sopro de renovação da chanson française
A cantora traz ao Rio sua turnê mais pessoal, ancorada em 'Sans et Saufs', seu sexto álbum de estúdio
A cantora traz ao Rio sua turnê mais pessoal, ancorada em 'Sans et Saufs', seu sexto álbum de estúdio
Isabelle Geffroy, a Zaz, não precisou de estardalhaço para ocupar o seu lugar na música francesa. Desde que "Je Veux" estourou em 2010 e a fez conhecida em todo o mundo, a cantora pavimentou seu caminho atualizando (e rejunescendo) a chanson sem abrir mão de sua alma. Do alto de mais 5 milhões de álbuns vendidos, ela chega ao neste sábado (7), às 22h, no Vivo Rio.
A apresentação integra a turnê "Sains et Saufs" (Sãos e Salvos), com repertório de seu sexto disco de estúdio, lançado em setembro de 2025 pela gravadora Tôt ou Tard. O álbum representa uma virada na carreira da artista: mais introspectivo e despojado do que seus trabalhos anteriores, reúne 14 faixas que exploram vulnerabilidade, resiliência e o peso da experiência vivida. O disco alcançou o topo das paradas em cinco países europeus e consolidou a imagem de uma Zaz que amadureceu sem abrir mão da leveza.
O percurso até aqui inclui colaborações com Quincy Jones e Charles Aznavour, além de uma parceria afetiva com o Brasil que se aprofundou quando ela gravou ao lado de Alceu Valença uma versão de "La Belle de Jour", num encontro que selou uma conexão duradoura com o público brasileiro. A turnê confirma esse laço: além do Rio, Zaz se apresentou em Porto Alegre e em São Paulo.
No palco, a artista mistura o jazz manouche herdado de Django Reinhardt à tradição da chanson française de Édith Piaf e Jacques Brel, adicionando pitadas de pop e folk - uma receita que amplia o alcance da artista sem diluir a identidade. É essa fusão irreverente (e enraizada) que faz de Zaz um fenômeno além das fronteiras francófanas.
SERVIÇO
ZAZ - SANS ET SAUFS
Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo) | 7/3, às 22h
Ingressos a partir de R$ 440 e R$ 220
