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Censores ignorantes
As gerações X, Y e Z até já ouviram falar da excepcional ignorância e corruptibilidade dos censores durante a ditadura militar. Em "Chame o ladrão - Como os artistas driblaram a censura do governo militar" (Record, R$ 69,90), o jornalista Miguel de Almeida levanta histórias saborosas, como a da encarregada de censurar o semanário "O Pasquim", que não resistia a doses de uísque oferecidas pelo cartunista Jaguar e a irreverência de Chico Buarque, que lançou sob o pseudônimo Julinho da Adelaide, sambas que não sofreram cortes pelo temido departamento do Ministério da Justiça. Sem novidades para os mais idosos, um livro a ser distribuído para seus netos!