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Denzel Washington leva proteção à 'Tela Quente' desta segunda na Globo

Por Rodrigo Fonseca

Robert McCall protege moradores de uma cidadezinha italiana da máfia na parte 3 da saga "O Protetor", que o astro Denzel Washington assumiu em 2014, com Antoine Fuqua na direção

Prestes a ser visto em “The Take”, sob a direção de Fernando Meirelles, ao lado de Robert Pattinson e Daisy-Edgar Jones, Denzel Washington será o astro da “Tela Quente”, na Globo, deste 2 de novembro, à frente de “O Protetor: Capítulo Final” (2023), longa-metragem que marcou a despedida do herói Robert McCall. Sua bilheteria de US$ 191 milhões arcou bonito com seus custos, estimados em US$ 70 milhões. Há um boato de que seu ator, hoje com 71 anos, vá receber o Urso de Ouro Honorário da Berlinale em fevereiro, mas nada foi ainda definido. Nesta segunda, de toda forma, ele conta com os holofotes do Plim-Plim.

O título em inglês do frenético thriller que a Globo exibe neste 2/11, “The Equalizer 3”, faz referência à sua matéria-prima de sua franquia: um seriado de sucesso nos anos 1980, criado por Richard Lindheim (1939-2021) e Michael Sloan, com o ator Edward Woodward (1930-2009) no papel de superagente aposentado em fase de vigilantismo. A produção voltou à TV e à streaminguesfera com Queen Latiffah (aqui dublada por Mônica Rossi) como protagonista. A reinvenção da série, traduzida por aqui como “O Justiceiro”, é parte de um esforço da rede CBS para revivificar grifes televisivas de prestígio no passado. Era Robert McCall e virou Robyn, numa escalação de elenco precisa. Mas antes de Queen, quem calçou os sapatos de McCall foi Denzel, dublado por Garcia Júnior no filme que a Globo vai projetar. Os três títulos da saga estrelada por DW foram dirigidos por Antoine Fuqua, realizador do bilionário “Michael” (2026).

O primeiro “O Protetor”, de 2014, custou US$ 55 milhões e arrecadou US$ 192 milhões. O segundo, de 2018, custou US$ 62 milhões e faturou US$ 190 milhões, sendo embalado em elogiosas resenhas.

Soturno em sua representação das relações sociais, mas taquicárdico na costura de tiroteios, brigas e perseguições, “O Protetor” espelha a maturidade narrativa de Fuqua como cineasta, numa linha evolutiva pela estrada da autoralidade. Denzel injeta carisma na pele de um ex-fuzileiro promovido a espião, mas afastado da ativa por traumas do passado.

No terceiro longa (e melhor dos três) há algo de novo no dia a dia de McCall. Desde que desistiu de sua vida como assassino trabalhando para o governo, ele tem dificuldades para se reconciliar com as coisas horríveis que fez em seu passado, e encontra um estranho conforto em trazer à justiça aos oprimidos. Após encontrar um lar inesperado no sul da Itália, ele descobre que seus novos amigos vivem sob o controle dos chefes do crime organizado do local. Assim que os eventos se desdobram para acontecimentos mortais, McCall sabe o que precisa fazer: se tornar um protetor para seus amigos e enfrentar a máfia.