De Berlim a Brasília, emoções ganham novas telas
Após temporada internacional "Se Eu Fosse Vivo… Vivia" é um dos destaques do Festival
Reynaldo Rodrigues
Após passar por festivais como o de Berlim e o Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, o longa-metragem "Se Eu Fosse Vivo… Vivia", dirigido por André Novais Oliveira, chega ao 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A produção da Filmes de Plástico combina crônica cotidiana, humor e ficção científica para abordar temas como amor, luto, memória e envelhecimento.
O filme acompanha um casal ao longo de cinco décadas e transforma a relação entre os personagens em uma narrativa marcada pelas lembranças e pelo afeto. O elenco tem a estreia da escritora Conceição Evaristo no cinema, no papel de Jacira, ao lado de Norberto Novais Oliveira.
O cineasta mineiro André Novais Oliveira recebeu com alegria a seleção de "Se Eu Fosse Vivo… Vivia" para o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A relação do diretor e da produtora Filmes de Plástico com o festival começou em 2011, quando o curta "Contagem", dirigido por Gabriel e Maurílio Martins, integrou a programação. "De lá para cá, tivemos a oportunidade de apresentar outras obras e fomos construindo uma história muito afetiva com o Festival", relembra.
A trajetória da família com o evento ganhou outro capítulo em 2014, com a seleção de "Ela volta na quinta". Para André, aquele momento marcou também a entrada dos pais e do irmão no cinema como atores. "Voltar agora, 12 anos depois, com um filme em que meu pai é o protagonista e que tem uma relação tão forte com a minha mãe, torna essa presença ainda mais especial", afirma.