'Homem Aranha' lidera o bonde hollywoodiano
'Odisseia', 'Toy Story 5', 'Michael' e 'Super Mario' completam o top 5 dos maiores acertos comerciais do ano (até agora)
É provável que o mês de dezembro de 2026 quebre todos os recordes anuais hollywoodianos no momento em que Robert Downey Jr. tirar a máscara metálica de Victor von Doom, tirano da nação fictícia Latvéria que interpreta em "Vingadores: Doutor Destino". No entanto, bem antes de a Marvel emplacar o que pode ser seu maior acerto em tela grande desde que se aboletou lá, em 1998, com "Blade, O Caçador de Vampiros", 2026 já pode ser eleito um ano de exceção para o cinemão... e na História. Quem clicar hoje no site "Box Office Mojo", radar de bilheterias no mundo, encontrará cinco filmes (americanos) na marca do bilhão.
O primeiro, imbatível, é "Homem-Aranha: Um Novo Dia", com US$ 2,2 bilhões arrecadados até domingo. Em segundo, aparece "A Odisseia", uma aposta nata para o Oscar, com US$ 1,4 bilhão. Em terceiro, temos "Toy Story 5", com US$ 1,1 bilhão. Daí encontram-se "Michael", com US$ 1.016.608, e "Super Mario Galaxy", com US$ 1.012.570. A última vez em que tantos longas, lançados de janeiro a julho, faturaram tanto foi em 2019, a véspera da pandemia. Ali, Hollywood totalizou seis títulos de rendas bilionárias nos sete primeiros meses de um ano curricular, chegando a nove longas com faturamento similar de setembro a dezembro, incluindo "Coringa", com Joaquin Phoenix.
O bonde de quem faturou muito se estende a comédias, como "O Diabo Veste Prada 2" (com US$ 692 milhões arrecadados), e ficções científicas, tipo "Devoradores de Estrelas" (que somou US$ 684 milhões, graças ao carisma de Ryan Gosling). Teve ainda sucesso de CEP asiático. Na lista das Dez Maiores Bilheterias do ano, a China aparece em oitavo lugar com a aventura sobre quatro rodas "Pegasus 3", cuja contabilidade registrou US$ 656 milhões na venda de tíquetes.
Estima-se que as contas dos próximos meses sigam nesse Show do Bilhão com os lançamentos de "Enfeitiçadas: Bem-Vindos a Hexe" ("Hexed"), a nova animação da Disney, e o supracitado "Avengers: Doomsday", em que o Capitão América, o Thor e toda a casta de vigilantes marvete se impõe contra um novo mal... com a cara do Homem de Ferro. Dizem que os X-Men vão dar o de seus poderes mutantes nessa superprodução.
No dia 24 de setembro, um potencial blockbuster deve se fazer brilhar nas registradoras dos cinemas: "Coração Selvagem" ("Heart of the Beast"), a nova parceria entre o diretor David Ayer e o astro Brad Pitt, de "Corações de Ferro" (2014), recém-confirmadas na seleção oficial do Festival de San Sebastián (18 a 26 de setembro), na Espanha. Pitt vive um militar reformado que luta para se salvar e proteger seu cão numa jornada pelas florestas do Alasca.
Para outubro, Alejandro González Iñárritu (diretor de "Birdman") repagina a imagem de Tom Cruise em "Digger", fazendo dele um magnata caquético. Estreia em 1/10. Quinze dias depois é a vez da nova versão cinematográfica do game "Street Fighter". Para novembro, ficaram "Godzilla Minus Zero", "Ebenezer e os Fantasmas do Natal", com Johnny Depp, e "Entrando Numa Grande Fria", com Ariana Grande, De Niro e Ben Stiller. Dezembro conta com o Doutor Destino a atazanar os Vingadores, como já citado, e com "Duna 3".
No caso do cinema brasileiro, 2026 tem sido um ano triste para nossa aquisição de receitas na venda de tíquetes em multiplexes. O maior êxito nacional do ano, "Velhos Bandidos", dirigido por Claudio Torres, ocupa o topo do nosso ranking e fechou sua arrecadação com 429.187 ingressos vendidos. Nossa sorte pode mudar a partir do dia 3 de setembro, com a chegada de "Minha Melhor Amiga", de Susana Garcia. Nele, Julia (Mônica Martelli) e Clara (Ingrid Guimarães) são melhores amigas e vivem o auge dos seus 50 anos. Quando suas filhas, Manu e Isadora, viajam para um intercâmbio em Portugal, elas aproveitam para dar um tempo da rotina frustrante e decidem embarcar para a Europa. Mas, ao chegarem em terras lusitanas, nem tudo sai como planejado e o que seriam apenas umas férias divertidas com as garotas se transforma em uma viagem que vai ressignificar a vida das duas. Que ressignifique também o nosso porvir em circuito.