Aquele tio que (todos) nós amamos

'Meu Tio', obra-prima de Jacques Tati, fecha a programação de Cannes com exibição nas areias do balneário francês

Por Rodrigo Fonseca - Especial para o Correio da Manhã

Produção de orçamento modesto, 'Meu Tio' conquistou o mundo

Recordista de bilheteria, "Mon Oncle" ("Meu Tio"), do artesão francês do riso Jacques Tati (1907-1982), será o último filme exibido na programação deste Festival de Cannes, com sessão no Cinéma de La Plage, nas areias da Croisette.

A projeção será neste sábado (23), logo depois de o Palais des Festivals encerrar o anúncio da premiação.

Vencedor do Prêmio Especial do Júri em Cannes em 1958, o longa acompanha Monsieur Hulot, personagem icônico do diretor, em sua convivência atrapalhada com a família da irmã, satirizando a obsessão da classe média pelo conforto e pela modernidade. Produzido com orçamento estimado em 250 mil francos franceses, Mon Oncle foi visto por 4,5 milhões de pagantes em sua pátria e teve um desempenho de bilheteria expressivo ao longo das décadas em relançamentos e circuitos internacionais de arte.

Na França, a estreia comercial ocorreu em 10 de maio de 1958. No Brasil, entrou em cartaz no mesmo ano. Em 2026, este clássico ganhará novo relançamento restaurado nos cinemas franceses a partir de julho.