Tem 'Verão em Rildas' na TV

Por Rodrigo Fonseca

Em "Verão em Rildas", de Daniel Caetano, um grupo de estudantes em Rio das Ostras resolve produzir coletivamente um festival de artes

Num momento em que a TV Brasil se firma, semana a semana, como a principal vitrine para o cinema brasileiro em nossa televisão aberta, exibindo cults e clássicos todo dia, é um regalo para os olhos encontrar “Verão Em Rildas” em sua grade. A sessão começa ali pela 0h30 da virada deste domingo para segunda. Lançado comercialmente em 2018, essa produção é essencial para qualquer desenho de juventude que se faça do Brasil. Seu diretor, Daniel Caetano, é uma referência de reflexão para gerações.

Há quase 25 anos, a literatura cinéfila produzida no Brasil, sobretudo na internet, tem em seus escritos uma instância de provocação – e de excelência. Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e organizador de livros seminais como “Cinema Brasileiro 1995/2005 – Ensaios sobre uma década”, ele tem uma obra paralela como cineasta, cuja poética se baseia numa trança entre memória, amizade e crônica de costumes, tendo o próprio audiovisual como foco. Realizador de “Coisas nossas” (2013) e “O velho e o novo” (2012) e codiretor do cult “Conceição – Autor bom é autor morto” (2007), Caetano confere voltagem dionisíaca a “Verão em Rildas”.

Nessa experiência narrativa, um grupo de estudantes de Rio das Ostras resolve produzir coletivamente um festival de artes. Entre trabalho e festas, vivem as delícias e alguns dos dissabores da vida universitária numa cidade pequena. No entanto, a repercussão equivocada de um evento provoca polêmica nas mídias sociais e afeta diretamente as suas vidas.